COM GOVERNO
Peemedebistas atacam aliança
02.08.2013
Brasília. Em mais um capítulo da crise entre o Palácio do Planalto e sua base aliada no Congresso, senadores do PMDB se revezaram ontem em discursos para atacar o relacionamento da sigla com o governo. Na retomada dos trabalhos do Legislativo depois do "recesso branco", os peemedebistas acusaram o Planalto de não ouvir seu principal aliado e cobraram uma postura mais "dura" do partido nas negociações com o governo.
O senador Valdir Raupp defendeu, na tribuna, a redução do número de ministérios FOTO: AGÊNCIA BRASIL
Presidente da sigla, o senador Valdir Raupp (PMDB-RO) disse que o relacionamento do Planalto com seus aliados "merece cuidado" diante do "esfacelamento" da aliança com os governistas, especialmente na Câmara. "Eu nunca tinha visto uma base tão fragmentada, isso contribui para as relações com o governo. A nave está um pouco desgovernada", afirmou.
Raupp defendeu, da tribuna, a redução no número de ministérios como forma de solucionar a "crise" de legitimidade política do País. "Impõe-se a revisão da enorme quantidade de ministérios no nosso País, criados sem outra finalidade que não seja a de contemplar os acordos costurados sob a égide do chamado presidencialismo de coalizão", afirmou.
Na mesma linha, o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) disse que o PMDB deveria renunciar aos cargos que ocupa no governo para permitir a redução nos ministérios. "Deveríamos dar o exemplo, o primeiro passo, colocar à disposição da presidente da República os espaços que o PMDB ocupa no governo".
Líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE) disse que o dialogo com o Planalto será "essencial" para a retomada das votações no Congresso. O líder, que retorna a Brasília na semana que vem, afirmou que atua como "bombeiro" na bancada peemedebista, mas não vai se posicionar contra os colegas de partido. "Tenho que ver as angústias de cada um. Eles não precisam do PMDB? Acho que precisam".
Presidente da sigla, o senador Valdir Raupp (PMDB-RO) disse que o relacionamento do Planalto com seus aliados "merece cuidado" diante do "esfacelamento" da aliança com os governistas, especialmente na Câmara. "Eu nunca tinha visto uma base tão fragmentada, isso contribui para as relações com o governo. A nave está um pouco desgovernada", afirmou.
Raupp defendeu, da tribuna, a redução no número de ministérios como forma de solucionar a "crise" de legitimidade política do País. "Impõe-se a revisão da enorme quantidade de ministérios no nosso País, criados sem outra finalidade que não seja a de contemplar os acordos costurados sob a égide do chamado presidencialismo de coalizão", afirmou.
Na mesma linha, o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) disse que o PMDB deveria renunciar aos cargos que ocupa no governo para permitir a redução nos ministérios. "Deveríamos dar o exemplo, o primeiro passo, colocar à disposição da presidente da República os espaços que o PMDB ocupa no governo".
Líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE) disse que o dialogo com o Planalto será "essencial" para a retomada das votações no Congresso. O líder, que retorna a Brasília na semana que vem, afirmou que atua como "bombeiro" na bancada peemedebista, mas não vai se posicionar contra os colegas de partido. "Tenho que ver as angústias de cada um. Eles não precisam do PMDB? Acho que precisam".
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