DESONERAÇÕES AMORTECEM
Cesta básica de Fortaleza dispara 32% em 12 meses
09.04.2013
Apesar de liderar a alta de preços em 12 meses, na Capital os 4 novos itens desonerados estão desacelerando
Um mês depois de o governo federal ter anunciado desonerações fiscais que zeraram as contribuições para todos os produtos da cesta básica, os índices que revelam os preços de tais itens em Fortaleza ainda são alarmantes. Conforme levantamento divulgado ontem pelo Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos (Dieese), Fortaleza agora é a líder no ranking que lista as cidades com maiores altas nos últimos 12 meses, com uma variação de 32,78% no período, quase o dobro do verificado em todo o ano de 2012: 17,46% (também o maior do País para a época).
Por outro lado, os cortes de tributos já começam a dar seus primeiros sinais de influência no bolso do fortalezense, tendo em vista os dados referentes somente ao mês de março, o primeiro após a medida. Em Fortaleza, a alta da cesta no mês foi de 1,34% sobre fevereiro (salto de R$276,98 para R$ 280,69), uma significativa desaceleração, já que, em janeiro e fevereiro, os aumentos foram de 2,19% e 7,22%, respectivamente.
A explicação se confirma quando verificado que, dos cinco alimentos que sofreram desoneração recentemente, quatro apresentaram queda de preços na Capital: carnes (-0,61%), óleo (-0,56%), manteiga (-0,44%) e café (-0,24%). A exceção ficou por conta do açúcar, que se manteve estável. Vale lembrar que os outros itens da cesta não entraram na medida porque já não possuíam mais incidência de impostos. Mesmo assim, um deles, o tomate, que ganhou bastante repercussão por ser um dos principais vilões da inflação nos últimos meses, recuou 5,35% em Fortaleza.
"Nós podemos afirmar que tais reduções serviram para atenuar a inflação, mas não foram suficientes para anulá-la, tendo em vista que a seca continua provocando alta em produtos como o feijão (11,65%), a farinha (9,94%) e a banana (8,55%), os principais vilões", avalia Bruna Frazão, economista do Dieese.
A analista acrescenta que os elevados aumentos dos meses anteriores também servem para entender a desaceleração dos preços da cesta básica. "A inflação estava em um patamar tão alto, que não tinha como subir muito mais do que 1,34%. Desde dezembro do ano passado, já são quatro meses seguidos de avanço dos preços frente a estiagem", lamenta. As desonerações fiscais e os últimos aumentos, apesar de também serem fatores válidos em praticamente todo o País, foram responsáveis por colocar Fortaleza na 12ª posição no ranking (entre 18 capitais) das maiores altas da cesta em março. Em fevereiro, a Capital ocupava a 2ª colocação.
Um mês depois de o governo federal ter anunciado desonerações fiscais que zeraram as contribuições para todos os produtos da cesta básica, os índices que revelam os preços de tais itens em Fortaleza ainda são alarmantes. Conforme levantamento divulgado ontem pelo Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos (Dieese), Fortaleza agora é a líder no ranking que lista as cidades com maiores altas nos últimos 12 meses, com uma variação de 32,78% no período, quase o dobro do verificado em todo o ano de 2012: 17,46% (também o maior do País para a época).
Por outro lado, os cortes de tributos já começam a dar seus primeiros sinais de influência no bolso do fortalezense, tendo em vista os dados referentes somente ao mês de março, o primeiro após a medida. Em Fortaleza, a alta da cesta no mês foi de 1,34% sobre fevereiro (salto de R$276,98 para R$ 280,69), uma significativa desaceleração, já que, em janeiro e fevereiro, os aumentos foram de 2,19% e 7,22%, respectivamente.
A explicação se confirma quando verificado que, dos cinco alimentos que sofreram desoneração recentemente, quatro apresentaram queda de preços na Capital: carnes (-0,61%), óleo (-0,56%), manteiga (-0,44%) e café (-0,24%). A exceção ficou por conta do açúcar, que se manteve estável. Vale lembrar que os outros itens da cesta não entraram na medida porque já não possuíam mais incidência de impostos. Mesmo assim, um deles, o tomate, que ganhou bastante repercussão por ser um dos principais vilões da inflação nos últimos meses, recuou 5,35% em Fortaleza.
"Nós podemos afirmar que tais reduções serviram para atenuar a inflação, mas não foram suficientes para anulá-la, tendo em vista que a seca continua provocando alta em produtos como o feijão (11,65%), a farinha (9,94%) e a banana (8,55%), os principais vilões", avalia Bruna Frazão, economista do Dieese.
A analista acrescenta que os elevados aumentos dos meses anteriores também servem para entender a desaceleração dos preços da cesta básica. "A inflação estava em um patamar tão alto, que não tinha como subir muito mais do que 1,34%. Desde dezembro do ano passado, já são quatro meses seguidos de avanço dos preços frente a estiagem", lamenta. As desonerações fiscais e os últimos aumentos, apesar de também serem fatores válidos em praticamente todo o País, foram responsáveis por colocar Fortaleza na 12ª posição no ranking (entre 18 capitais) das maiores altas da cesta em março. Em fevereiro, a Capital ocupava a 2ª colocação.
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