sábado, 31 de dezembro de 2016
Três olhares sobre a reforma do ensino médio
Lany Maria
Estudante do Caic Maria Alves Carioca
Estudante do Caic Maria Alves Carioca
A reforma do ensino médio, apresentada pelo ministro Mendonça Filho (DEM) em setembro deste ano, veio de cima para baixo, sem a consulta do segmento aluno e professor. Uma reforma elaborada por não educadores, apresentada em um contexto de instabilidade política e social e de corte dos gastos públicos que afetam diretamente os mais pobres. É uma medida que deforma o atual sistema de ensino.
Não que eu seja contra reformar o ensino médio, mas não nesses termos que o MEC, chefiado por um ministro golpista, vem nos apresentando. Queremos uma reforma pensada por toda a comunidade escolar e por especialistas em Educação, de modo que possamos melhorar a qualidade do ensino, possibilitando que todos tenhamos acesso à educação pública e gratuita.
A reforma apresentada por Medida Provisória é repleta de problemas. Ao mesmo tempo que aumenta a carga horária de aulas do ensino médio para 1.400 horas, diminui o conteúdo humanístico, tornando o ensino mais mecanizado e menos reflexivo.
Precisamos mesmo é de reformas que garantam melhoria na estrutura das escolas. Precisamos de incentivo para os professores e alunos, que, dia a dia, fazem mágica para poder ensinar e aprender.
Precisamos mesmo é de reformas que garantam melhoria na estrutura das escolas. Precisamos de incentivo para os professores e alunos, que, dia a dia, fazem mágica para poder ensinar e aprender.
Yure de AbreuProfessor de Artes e Música no Estado
Deveríamos viver em um país de democracia representativa, o que não significa sermos uma nação democrática. Pois Michel Temer impetra uma lei decidindo de modo unilateral o futuro de milhares de jovens. É fato que nossa educação precisa reinventar-se; mas deveria partir de necessidades reais da sociedade.
É esperado que, ao fim do ensino médio, os estudantes saiam com formação humana, social, científica e tecnológica. O que não é esperado é que um governo ilegítimo venha, de forma autoritária, retirar perspectivas à sociedade, reduzindo a educação ao adestramento e à criação de “máquinas” baratas e barateadas para o mercado.
Para formação plena, os jovens precisam ir além da Gramática e da Matemática; é preciso saber pensar (Filosofia); é preciso saber compreender a sociedade e suas problemáticas (Sociologia); é preciso aprender múltiplas formas de se expressar e viver com a beleza, sentidos e sentimentos (Música, Teatro, Dança e Artes Visuais); é preciso educar o corpo e ter saúde (Educação Física).
Formação humana é diferente de criar computadores. Queremos de fato uma reforma no ensino médio com amplo debate. Por isso, repudio a contrarreforma, os abusos da presidência e do ministro Mendonça Filho.
Formação humana é diferente de criar computadores. Queremos de fato uma reforma no ensino médio com amplo debate. Por isso, repudio a contrarreforma, os abusos da presidência e do ministro Mendonça Filho.
Mendonça FilhoMinistro da Educação
Três meses após apresentarmos à sociedade a proposta do novo ensino médio, não há dúvida que o Governo Temer colocou a educação no patamar de prioridade das reformas econômicas. Há 20 anos, o País discute essa reforma sem colocá-la na pauta de votação do Congresso. A medida provisória foi discutida e aprovada na Câmara dos Deputados, dividindo a pauta da sociedade com a PEC do Teto e a Reforma da Previdência. A proposta agora está no Senado. Isso foi possível pela coragem e decisão política do presidente Temer de fazer a maior reforma na educação no Brasil desde a Lei de Diretrizes e Bases.
A forma como a sociedade abraçou essa discussão, que tem a aprovação de 72% dos brasileiros, comprova que é uma pauta urgente do País. Adiá-la comprometeria uma geração de jovens, enredada num sistema de péssima qualidade com os piores resultados de aprendizagem em avaliações.
O novo ensino médio dará oportunidade ao jovem para aprofundar o aprendizado, permitindo escolher áreas de conhecimento de acordo com vocação e projeto de vida. Ou optar pela formação técnica. Se apenas 18% dos jovens acessam a universidade, falta olhar para os outros 82%. Novo compromisso é com esses jovens.
Um ano de grandes despedidas
A sensação é de que 2016 não poupou suspiros. De David Bowie, no início de janeiro, a Ferreira Gullar, há algumas semanas, foi um ano de muitas perdas. Da música se foi Cauby; do cinema, Babenco; da literatura, Umberto Eco. Perdemos as maravilhas de Elke e as batidas de Naná. O São Francisco nos tomou Montagner. O jornalismo deu adeus a Neno; a medicina, a Pitanguy. O Ceará perdeu Ivens, Yolanda, Ignez. Fidel deixou sua Cuba, e a América Latina deixou seu último grande líder no século XX. Em 2016, virou rotina perguntar “mais um?” e regra desejar 2017. De alguma forma, somos todos órfãos. A seguir, alguns nomes dos quais nos despedimos este ano.
1. Ivens Dias BrancoPresidente do Conselho de Administração do Grupo M. Dias Branco, o empresário morreu em decorrência de complicações cardíacas durante uma cirurgia. Ivens entrou no ramo de panificação em 1953, aos 19 anos, e foi responsável pela ampliação dos negócios da empresa, investindo na fabricação de biscoitos em escala industrial. Na última atualização da Revista Forbes, ele era o 17º bilionário brasileiro no ranking.
2. Yolanda Queiroz
Viúva do empresário Edson Queiroz, fundador do Grupo Edson Queiroz, dona Yolanda, como era chamada, tornou-se presidente do conglomerado quando o marido morreu, em junho de 1982. Ela teve atuação primordial no comando de empresas nas áreas de comunicação, educação, gás, água, pecuária, indústria. A empresária faleceu em 17 de junho, aos 87 anos.
3. Ignez Fiúza
Galerista, restauranteur, marchand, visionária e empreendedora. Morreu aos 91 anos, no dia 9 de fevereiro, vítima de insuficiência respiratória. A “dama das artes plásticas” do Ceará deixou um dos legados mais representativos para a cultura no Estado.
4. Christiano Câmara
Pesquisador e colecionador de um dos acervos de música e cinema mais importantes do País, Christiano faleceu aos 81 anos, em Fortaleza. Passou a vida colecionando e compartilhando memórias em sua casa-museu, onde os visitantes sempre eram bem recebidos para uma conversa. Deixou três filhos, cinco netos e a esposa Douvina, com quem dividiu uma relação de 60 anos. Na madrugada de 22 de março, o arquivista partiu em decorrência de problemas cardio-respiratórios.
5. Neno Cavalcante
Destaque no jornalismo opinativo, Neno tinha como marcas o bom humor e o senso crítico apurado. Entre 1999 e 2013, apresentou o programa TV Neno na TV Diário. Caçula entre nove irmãos e natural de Aurora, estreou no jornalismo na década de 1970. Ele morreu no dia 14 de agosto, aos 61 anos.
6. David Bowie
O gigante performático foi uma das perdas mais marcantes de 2016. Aos 69 anos, sucumbiu a um câncer de fígado com que convivia havia mais de um ano e meio. O inglês foi cantor, compositor, ator, músico, produtor e pintor. Deixou uma vasta produção cultural - que vai das dezenas de filmes aos álbuns musicais. Pouco antes de morrer, em 7 de janeiro, lançou Blackstar, um disco de despedida.
7. Fidel Castro
Em meio a tensões políticas crescentes em todo o mundo, o líder cubano morreu aos 90 anos, em Havana. Nos últimos anos, a saúde debilitada de Fidel fez surgir rumores falsos sobre sua morte. Foram estes mesmos problemas de saúde que, em 2006, o afastaram do governo da ilha, depois de 47 anos de comando. Herói para uns e vilão para outros, Fidel se esforçou até os últimos dias para escrever artigos e se reunir com líderes mundiais. A morte colocou em xeque o futuro das relações internacionais cubanas.
8. Ferreira Gullar
O poeta, teatrólogo e “imortal” da Academia Brasileira de Letras (ABL) morreu vítima de uma pneumonia. Gullar é tido como um dos principais poetas brasileiros do século XX. Publicou o primeiro livro com menos de 20 anos e arrebatou diversas premiações literárias, como o Prêmio Camões, em 2010.
2. Yolanda Queiroz
Viúva do empresário Edson Queiroz, fundador do Grupo Edson Queiroz, dona Yolanda, como era chamada, tornou-se presidente do conglomerado quando o marido morreu, em junho de 1982. Ela teve atuação primordial no comando de empresas nas áreas de comunicação, educação, gás, água, pecuária, indústria. A empresária faleceu em 17 de junho, aos 87 anos.
3. Ignez Fiúza
Galerista, restauranteur, marchand, visionária e empreendedora. Morreu aos 91 anos, no dia 9 de fevereiro, vítima de insuficiência respiratória. A “dama das artes plásticas” do Ceará deixou um dos legados mais representativos para a cultura no Estado.
4. Christiano Câmara
Pesquisador e colecionador de um dos acervos de música e cinema mais importantes do País, Christiano faleceu aos 81 anos, em Fortaleza. Passou a vida colecionando e compartilhando memórias em sua casa-museu, onde os visitantes sempre eram bem recebidos para uma conversa. Deixou três filhos, cinco netos e a esposa Douvina, com quem dividiu uma relação de 60 anos. Na madrugada de 22 de março, o arquivista partiu em decorrência de problemas cardio-respiratórios.
5. Neno Cavalcante
Destaque no jornalismo opinativo, Neno tinha como marcas o bom humor e o senso crítico apurado. Entre 1999 e 2013, apresentou o programa TV Neno na TV Diário. Caçula entre nove irmãos e natural de Aurora, estreou no jornalismo na década de 1970. Ele morreu no dia 14 de agosto, aos 61 anos.
6. David Bowie
O gigante performático foi uma das perdas mais marcantes de 2016. Aos 69 anos, sucumbiu a um câncer de fígado com que convivia havia mais de um ano e meio. O inglês foi cantor, compositor, ator, músico, produtor e pintor. Deixou uma vasta produção cultural - que vai das dezenas de filmes aos álbuns musicais. Pouco antes de morrer, em 7 de janeiro, lançou Blackstar, um disco de despedida.
7. Fidel Castro
Em meio a tensões políticas crescentes em todo o mundo, o líder cubano morreu aos 90 anos, em Havana. Nos últimos anos, a saúde debilitada de Fidel fez surgir rumores falsos sobre sua morte. Foram estes mesmos problemas de saúde que, em 2006, o afastaram do governo da ilha, depois de 47 anos de comando. Herói para uns e vilão para outros, Fidel se esforçou até os últimos dias para escrever artigos e se reunir com líderes mundiais. A morte colocou em xeque o futuro das relações internacionais cubanas.
8. Ferreira Gullar
O poeta, teatrólogo e “imortal” da Academia Brasileira de Letras (ABL) morreu vítima de uma pneumonia. Gullar é tido como um dos principais poetas brasileiros do século XX. Publicou o primeiro livro com menos de 20 anos e arrebatou diversas premiações literárias, como o Prêmio Camões, em 2010.
9. Domingos Montagner
O óbito do ator pegou o Brasil de surpresa. Em trágico acidente nas águas do rio São Francisco, o paulistano morreu horas depois de gravar cenas da novela global Velho Chico. Era casado e deixou três filhos. Famoso pela simplicidade e pela retidão de caráter, Domingos se banhava no rio - uma de suas paixões e fonte de mística para seu personagem, Santo. Como a gravação não estava finalizada, a produção da novela precisou utilizar recursos de câmera para garantir o personagem até o fim da trama.
10. Carlos Alberto TorresCapitão da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1970, Carlos Alberto Torres morreu em 25 de outubro, aos 72 anos, vítima de um infarto fulminante quando estava em sua casa, no Rio de Janeiro. Ele atuava como comentarista do SportTV. Ele tinha passagens pelo Fluminense, Santos, Botafogo, Flamengo e New York Cosmos. Com a morte, todos os capitães brasileiros que levantaram a Jules Rimet - taça que ficou com o Brasil pela conquista até então de três copas - se foram.
11. Cauby PeixotoNatural de Niterói, no Rio de Janeiro, Cauby foi o filho caçula de uma família musical com seis irmãos. Participou de concursos como calouro, saiu vitorioso e viu as portas abertas para o mundo artístico.Cantou sambas, marchas, toadas, foxes e baiões. Mas foi com a música Conceição que ascendeu no cenário nacional. Cauby morreu em 15 de maio, em São Paulo, aos 85 anos, de pneumonia.
12. PrinceÍcone do pop, o cantor norte-americano morreu de forma repentina aos 57 anos, em sua residência em Minneapolis. Prince teve uma overdose acidental. Ele se tornou fenômeno internacional na década de 1980, com sua mistura de estilos, do funk ao dance, passando pelo rock. O álbum de 1984, Purple Rain, é considerado por muitos críticos um dos melhores de todos os tempos.
O óbito do ator pegou o Brasil de surpresa. Em trágico acidente nas águas do rio São Francisco, o paulistano morreu horas depois de gravar cenas da novela global Velho Chico. Era casado e deixou três filhos. Famoso pela simplicidade e pela retidão de caráter, Domingos se banhava no rio - uma de suas paixões e fonte de mística para seu personagem, Santo. Como a gravação não estava finalizada, a produção da novela precisou utilizar recursos de câmera para garantir o personagem até o fim da trama.
10. Carlos Alberto TorresCapitão da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1970, Carlos Alberto Torres morreu em 25 de outubro, aos 72 anos, vítima de um infarto fulminante quando estava em sua casa, no Rio de Janeiro. Ele atuava como comentarista do SportTV. Ele tinha passagens pelo Fluminense, Santos, Botafogo, Flamengo e New York Cosmos. Com a morte, todos os capitães brasileiros que levantaram a Jules Rimet - taça que ficou com o Brasil pela conquista até então de três copas - se foram.
11. Cauby PeixotoNatural de Niterói, no Rio de Janeiro, Cauby foi o filho caçula de uma família musical com seis irmãos. Participou de concursos como calouro, saiu vitorioso e viu as portas abertas para o mundo artístico.Cantou sambas, marchas, toadas, foxes e baiões. Mas foi com a música Conceição que ascendeu no cenário nacional. Cauby morreu em 15 de maio, em São Paulo, aos 85 anos, de pneumonia.
12. PrinceÍcone do pop, o cantor norte-americano morreu de forma repentina aos 57 anos, em sua residência em Minneapolis. Prince teve uma overdose acidental. Ele se tornou fenômeno internacional na década de 1980, com sua mistura de estilos, do funk ao dance, passando pelo rock. O álbum de 1984, Purple Rain, é considerado por muitos críticos um dos melhores de todos os tempos.
13. Umberto EcoRomancista, ensaísta, filósofo e crítico literário, o italiano era reverenciado no meio acadêmico e considerado uma referência em semiótica. Internacionalmente, ficou conhecido pela publicação do livro O nome da Rosa, que foi traduzido em mais de 30 idiomas e adaptado para o cinema em 1986, alcançando enorme sucesso. O estudioso de 84 anos morreu em 19 de fevereiro, de câncer.
14. Elke MaravilhaA sorridente e irreverente atriz morreu aos 71 anos, no Rio de Janeiro. Russa de nascimento, foi criada em São Peterburgo e veio para o Brasil aos seis anos com os pais que fugiam do stalinismo soviético. Aos 24 anos começou a trabalhar como modelo e, logo depois, foi chamada para a Discoteca do Chacrinha. A partir daí, fez novelas, cinema e teatro. Elke morreu no dia 16 de agosto, no Rio de Janeiro, quando estava em coma induzido após cirurgia para tratar de uma úlcera.
15. ShaolimFrancisco Jozenilton Veloso, o Shaolim, 44 anos, morreu vitima de uma parada cardiorrespiratória. Em 2011, o humorista perdeu parte dos movimentos e a fala, após grave acidente de carro. Em sua carreira, participou dos programas Domingão do Faustão, A Praça é Nossa, Show do Tom e Tudo é Possível.
16. Leonard CohenO canadense morreu em 7 de novembro, aos 82 anos. Após ser consagrado como escritor, Cohen mudou-se para os Estados Unidos, onde teve contato com o cenário musical. Teve canções gravadas por vários artistas de destaque à época. A canção Hallelujah -lançada pela primeira vez no álbum de estúdio de Cohen, Various Positions, em 1984 - é um de seus sucessos e alcançou popularidade na década de 1990, na voz de John Cale.
17. João HavelangeO ex-presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa) morreu aos 100 anos. Ele estava internado no Rio de Janeiro em decorrência de problemas pulmonares. Brasileiro com raízes belgas, foi um dos mais importantes e controversos personagens da história do esporte. Ajudou a criar novas competições de futebol - como o Mundial Sub-20 - e organizou seis Copas do Mundo. Havelange também presidiu a Confederação Brasileira de Desportos.
18. Hector BabencoO cineasta argentino naturalizado brasileiro dirigiu produções históricas como Carandiru, O Beijo da mulher-aranha e Pixote - A lei do mais fraco. Fez no Brasil uma das carreiras mais notórias do audiovisual. A morte, aos 70 anos, em São Paulo, ocorreu em decorrência de uma parada cardíaca.
19. Dom Paulo
Evaristo ArnsReconhecido pela luta a favor dos direitos humanos e contra a Ditadura Militar, dom Paulo Evaristo Arns morreu aos 95 anos com falência múltipla de órgãos. Foi bisco e arcebispo de São Paulo entre as décadas de 1960 e 1970. Nesse período, desenvolveu diversos projetos para a população de baixa renda. Em 1971, denunciou a prisão e a tortura agentes de pastoral, além de ter apoiado dom Hélder Câmara e dom Waldyr Calheiros. Também foi criador da Pastoral da Criança.
14. Elke MaravilhaA sorridente e irreverente atriz morreu aos 71 anos, no Rio de Janeiro. Russa de nascimento, foi criada em São Peterburgo e veio para o Brasil aos seis anos com os pais que fugiam do stalinismo soviético. Aos 24 anos começou a trabalhar como modelo e, logo depois, foi chamada para a Discoteca do Chacrinha. A partir daí, fez novelas, cinema e teatro. Elke morreu no dia 16 de agosto, no Rio de Janeiro, quando estava em coma induzido após cirurgia para tratar de uma úlcera.
15. ShaolimFrancisco Jozenilton Veloso, o Shaolim, 44 anos, morreu vitima de uma parada cardiorrespiratória. Em 2011, o humorista perdeu parte dos movimentos e a fala, após grave acidente de carro. Em sua carreira, participou dos programas Domingão do Faustão, A Praça é Nossa, Show do Tom e Tudo é Possível.
16. Leonard CohenO canadense morreu em 7 de novembro, aos 82 anos. Após ser consagrado como escritor, Cohen mudou-se para os Estados Unidos, onde teve contato com o cenário musical. Teve canções gravadas por vários artistas de destaque à época. A canção Hallelujah -lançada pela primeira vez no álbum de estúdio de Cohen, Various Positions, em 1984 - é um de seus sucessos e alcançou popularidade na década de 1990, na voz de John Cale.
17. João HavelangeO ex-presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa) morreu aos 100 anos. Ele estava internado no Rio de Janeiro em decorrência de problemas pulmonares. Brasileiro com raízes belgas, foi um dos mais importantes e controversos personagens da história do esporte. Ajudou a criar novas competições de futebol - como o Mundial Sub-20 - e organizou seis Copas do Mundo. Havelange também presidiu a Confederação Brasileira de Desportos.
18. Hector BabencoO cineasta argentino naturalizado brasileiro dirigiu produções históricas como Carandiru, O Beijo da mulher-aranha e Pixote - A lei do mais fraco. Fez no Brasil uma das carreiras mais notórias do audiovisual. A morte, aos 70 anos, em São Paulo, ocorreu em decorrência de uma parada cardíaca.
19. Dom Paulo
Evaristo ArnsReconhecido pela luta a favor dos direitos humanos e contra a Ditadura Militar, dom Paulo Evaristo Arns morreu aos 95 anos com falência múltipla de órgãos. Foi bisco e arcebispo de São Paulo entre as décadas de 1960 e 1970. Nesse período, desenvolveu diversos projetos para a população de baixa renda. Em 1971, denunciou a prisão e a tortura agentes de pastoral, além de ter apoiado dom Hélder Câmara e dom Waldyr Calheiros. Também foi criador da Pastoral da Criança.
Após ano de fracassos, os novos sonhos
Depois de passar um ano em branco, é preciso refletir sobre o que (não) foi feito para que 2017 seja diferente. O calendário futebolístico de 2016 se encerrou sem motivos de comemoração para os torcedores cearenses. Ceará e Fortaleza, as principais potências do Estado, frustraram seus adeptos com campanhas decepcionantes no cenário nacional.
Sem conquistas relevantes ou ascensão de divisão, o fiasco de alvinegros e tricolores nas séries B e C do Campeonato Brasileiro, respectivamente, reflete em lamentações para quem torce pelo futebol local.
Apesar da conquista do bicampeonato estadual, da melhor campanha na Copa do Brasil — tendo chegado às oitavas de final — e de ter avançado estrutural e administrativamente, o Fortaleza fracassou em seu principal objetivo ao ver se repetir o filme dos últimos anos. O Tricolor, mais uma vez, foi eliminado no mata-mata da Série C, desta vez para o Juventude, do Rio Grande do Sul, novamente com o Castelão lotado. Agora, o Leão vai para o oitavo ano seguido na Terceira Divisão. Fardo pesado que o torcedor tricolor não vê chegar ao fim e aumenta a tensão a cada ano.
O fracasso do rival foi o único motivo que o torcedor do Ceará encontrou para celebrar durante 2016. Em um ano de fiascos, o Vovô terminou em 5º no Estadual, ficando fora da Copa do Nordeste 2017. Foi ainda eliminado nas quartas de final do próprio Nordestão, na 3ª fase da Copa do Brasil, e deixou escapar o acesso na Série B depois de ter terminado o primeiro turno na 2ª posição. O desempenho na segunda metade da Segundona foi tão terrível que o Alvinegro acabou o campeonato em 10º, desperdiçando uma classificação que parecia já garantida.
A dupla, agora, acumula sete anos sem acesso no Campeonato Brasileiro. O último a conseguir tal feito foi o Ceará, em 2009, quando ascendeu à Série A, mas foi rebaixado em 2011 e desde então permanece na Série B.
A latente necessidade de mudanças exigiu dos dois clubes grandes reformulações, de elenco e comissão técnica. A expectativa para o ano que chega é de que os mesmos erros não sejam repetidos.
Desde o planejamento fora de campo ao resultado dentro dele.
Com elencos remodelados, os clubes terão muitas caras novas, e o torcedor espera que esses jogadores não se deixem afetar pela pressão já acumulada de temporadas anteriores para conseguir alcançar os objetivos.
O ano se inicia com a esperança de novas conquistas e avanço no cenário nacional. Sob o comando de Gilmar Dal Pozzo, o Ceará tem o Campeonato Cearense como prioridade inicial, por não participar da Copa do Nordeste e ter visto o título estadual ficar nas mãos do rival Fortaleza nos últimos dois anos. A não participação no Nordestão dá ao clube a chance de disputar, de forma inédita, a Primeira Liga, com oportunidade de projeção nacional em duelos contra Flamengo, Grêmio e América-MG na fase de grupos. O acesso à Série A segue como prioridade irrefutável e, com orçamento reduzido em relação às últimas temporadas, será para este período que o Vovô vai concentrar a maior parte dos investimentos.
Ao Fortaleza, 2017 reserva a última chance de escapar do calvário da Série C antes do centenário, já que em 2018 o clube comemora o 100º aniversário. O técnico Hemerson Maria, que comandou o Tricolor na eliminação deste ano, tem nova oportunidade para escrever um final diferente para a história. Agora, podendo começar o trabalho do zero, implantando a própria filosofia e estilo de jogo. Ele terá a companhia do executivo César Sampaio, peça-chave e responsável direto pelo futebol leonino.
Certo é que a cobrança das torcidas será ainda maior no ano que vem. Para Ceará e Fortaleza é preciso observar além da grama do rival e pensar em conquistas nacionais, para que possam, efetivamente, buscar relevância no futebol brasileiro. Quem ganha é o futebol cearense. E o torcedor, que anseia por sair do roteiro de frustrações.
Saiba mais
O ano de 2016
marcou mais uma temporada de fracassos para outros clubes cearense. Demais representantes do Estado no Campeonato Brasileiro, Guarani de Juazeiro, Uniclinic e Icasa foram eliminados na Série D. O Verdão do Cariri foi ainda rebaixado à Série B do Estadual, completando um dos piores anos de sua história. Assim, o futebol cearense chega ao seu quarto ano seguido sem conquistar acesso de nenhum clube nas quatro divisões do Campeonato Brasileiro.
marcou mais uma temporada de fracassos para outros clubes cearense. Demais representantes do Estado no Campeonato Brasileiro, Guarani de Juazeiro, Uniclinic e Icasa foram eliminados na Série D. O Verdão do Cariri foi ainda rebaixado à Série B do Estadual, completando um dos piores anos de sua história. Assim, o futebol cearense chega ao seu quarto ano seguido sem conquistar acesso de nenhum clube nas quatro divisões do Campeonato Brasileiro.
2018 É o ano do centenário do Fortaleza. Clube tem como meta não estar na Série C
Queda de nomes tradicionais abre espaço na política
Existe um vazio. Na política, as promessas da esquerda e a tradição da direita já não inspiram os eleitores. Lados antagônicos se misturam e fica a impressão de que, na verdade, o enfrentamento é da população contra os políticos e vice-versa. Para piorar o abismo, os três poderes andam perdidos, tentando se sobressair e reescrever seus papeis na marra. O Executivo, que costumava ser a figura central, está frágil, independentemente do presidente. O Legislativo vivenciou conflitos com o Judiciário que, por sua vez, pegou gosto pela política e resolveu se aproximar dela em vez de manter distância.
Em meio a angústia, crise, dúvidas, ano de 2016 já começou a moldar o que virá para as esperadas eleições de 2018. Agora, 2017 serve para consolidar as articulações e preencher as lacunas, entre elas a que mais incomoda: a crise de representatividade.
Pólos
A polarização que tem marcado as discussões sobre política no Brasil deverá continuar forte e presente ao longo de 2017, segundo previsões de especialistas. De acordo com o cientista político da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ),
Paulo Baía, ela ressurge de forma diferente: multipolar.
A polarização que tem marcado as discussões sobre política no Brasil deverá continuar forte e presente ao longo de 2017, segundo previsões de especialistas. De acordo com o cientista político da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ),
Paulo Baía, ela ressurge de forma diferente: multipolar.
“As ruas e o ciberativismo ganham cada vez mais importância na vida da sociedade brasileira. De 2013 para cá, temos visto a capacidade da sociedade brasileira lutar mais. As novas manifestações têm um novo tipo de organização. Antigamente, eram verticais, centrais e com pauta única. Agora, têm pautas diversas”, diz.
Já a cientista política Paula Vieira, da Universidade Federal do Ceará (UFC), entende que enquanto não se coordenarem, os movimentos não trarão resultados. A divisão entre direita e esquerda se agravará, diz, abrindo espaço para discursos conservadores.
Crise sem fimSe o começo de 2016 foi pautado pela crise entre Legislativo e Executivo, com a falta de entendimento entre a ex-presidente Dilma Rousseff e o parlamento, o início de 2017 será da continuação do conflito entre Congresso e o Judiciário.
Por mais que o presidente Michel Temer se esforce para conciliar os outros dois poderes, ele não parece ter controle sobre o principal fator de atrito institucional: a Operação Lava Jato.
Sessão histórica da Câmara que cassou Dilma Rousseff: ápice de um processo que parou o País
Fortalecidos na era petista, juízes, procuradores e policiais federais têm o amparo popular para continuar com as investigações que colocam os legisladores na mira da Justiça. Em retaliação, o Congresso tenta passar leis como a de abuso de autoridade, que prevê punição para juízes e procuradores em determinados casos. “O final de 2016 teve elevado grau de intolerância institucional, com Executivo frágil e Legislativo e Judiciário belicosos. Estão em guerra. O ano de 2017 vai ser a continuação da agonia”, afirma.
Paula Vieira avalia que a figura de Temer deve continuar “apagada”, o que permite a sustentação do “parlamentarismo informal” que se tem hoje. O governo Temer já foi considerado ruim ou péssimo por 51% dos entrevistados do Datafolha em dezembro.
Em um contexto onde Legislativo e Executivo não atendem os anseios da população, o Judiciário continua a ganhar expressividade, preenchendo um espaço que não foi designado para ele.
Saiba mais
Pautas no Congresso
As votações de projetos e pacotes mudam a conjectura da política nacional. Em 2017, a base de Michel Temer terá de provar sua união diante de pautas impopulares. As principais serão a Reforma da Previdência, a Reforma do Ensino Médio, lei anti-corrupção que prevê punição a juízes e procuradores.
Processo TSEO julgamento da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral ficou para 2017, mesmo que as eleições tenham ocorrido em 2014. Caso seja cassada, Temer teria de sair da presidência. Para seu lugar, ocorreriam eleições indiretas, determinadas pela vontade do Congresso. Portanto, o poder continuaria na mão dos aliados do presidente, que hoje são maioria nas duas Casas.
Lava JatoA operação que derrubou o PT caminha cada vez mais em direção ao PMDB. Após a delação da empreiteira Odebrecht, a expectativa é que a caçada aos ligados ao esquema continue. Surpresas ainda podem aparecer. Preso, o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha pode ter a chance de fazer delação premiada.
Processo TSEO julgamento da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral ficou para 2017, mesmo que as eleições tenham ocorrido em 2014. Caso seja cassada, Temer teria de sair da presidência. Para seu lugar, ocorreriam eleições indiretas, determinadas pela vontade do Congresso. Portanto, o poder continuaria na mão dos aliados do presidente, que hoje são maioria nas duas Casas.
Lava JatoA operação que derrubou o PT caminha cada vez mais em direção ao PMDB. Após a delação da empreiteira Odebrecht, a expectativa é que a caçada aos ligados ao esquema continue. Surpresas ainda podem aparecer. Preso, o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha pode ter a chance de fazer delação premiada.
Frase
“O ano de 2017 vai ser a continuação da agonia”
Paulo Baía, cientista político da UFRJ
Paulo Baía, cientista político da UFRJ
Personagens do ano
Neymar
Ouro e escândaloO ano de Neymar foi uma montanha russa. Em campo, comandou a seleção brasileira na conquista do primeiro ouro olímpico, no Rio de Janeiro. No Barcelona, conquistou a liga espanhola e a Copa do Rei, mas teve fases complicadas, abaixo da temporada anterior. Em 2015, Neymar havia ficado na terceira colocação na lista de melhores do mundo. Em 2016, caiu para quinto. Mas, complicação mesmo foi fora de campo. O Ministério Público da Espanha pediu a prisão do jogador brasileiro e multa equivalente a R$ 35 milhões. Ele é acusado de enganar grupo de investidores na transação para o Barcelona.
Donald Trump
Novo comandoBoquirroto, beligerante, arrogante, frequentemente desrespeitoso com mulheres, acusado de racismo e homofobia e que desmerece preocupações ambientais. Esse é o perfil do vencedor da eleição nos Estados Unidos, homem mais poderoso do mundo a partir de 2017.
Eduardo Cunha
Do poder à prisãoComeçou o ano como homem que comandou o impeachment de Dilma Rousseff (PT). Mas, teve de renunciar à presidência da Câmara dos Deputados, teve o mandato de deputado cassado pelos colegas e foi preso pela Operação Lava Jato. Um ano alucinante.
Bob Dylan
As fronteiras da literaturaNome maiúsculo na história da música, Dylan despertou aclamação e polêmica ao ganhar o Nobel de Literatura. Escritor, letrista e poeta da canção, Dylan acabou por estabelecer fissuras entre as artes pelas quais transita.
Sérgio Moro
Justiça no olho do furacãoDesde que eclodiu a primeira fase da operação Lava Jato, em 2014, o juiz Sérgio Moro está na lista de personalidades do ano. Em 2016, mais que nunca, também sob questionamentos e críticas de partidarismo e abuso de autoridade.
Rafaela Silva
A síntese de todas as lutasAlvo de ofensas racistas após ser eliminada na Olimpíada de 2012, a mulher negra, homossexual, moradora da periferia Rafaela Silva ganhou a primeira medalha de ouro em casa, na Rio 2016.
Daniel Dias
Senhor das piscinasCom quatro ouros, três pratas e dois bronzes, tornou-se o maior medalhista da natação mundial na história das Paralimpíadas. Somando as três Paralimpíadas, tem 24 medalhas. É um dos 10 maiores medalhistas do mundo, incluindo todas as modalidades.
Theresa May
Brexit A decisão do Reino Unido de abandonar a União Europeia - o chamado Brexit - levou à ascensão de Theresa May ao posto de primeira-ministra. Passou a implantar agenda nacionalista e menos liberal.
Usain Bolt
Homem mais rápido do mundoO jamaicano disputou três olimpíadas e venceu todas as provas das quais participou. Ganhou o tri tri: tricampeão olímpico dos 100 metros, dos 200 metros e do revezamento 4x100. Carreira olímpica perfeita, que chegou ao fim na Rio-2016. Para 2017, ele anuncia aposentadoria e planeja novo desafio: apaixonado por futebol, pretende treinar com o time alemão Borussia Dortmund.
Sergio Machado
Homem-bombaO governo Michel Temer (PMDB) estava nos primeiros dias quando sofreu abalo de grandes proporções. O cearense Sergio Machado admitiu que pagou propina a dezenas de políticos de partidos vários. Como prova, gravou diálogos comprometedores com os peemedebistas Romero Jucá , que deixou o Ministério do Planejamento, com José Sarney e Renan Calheiros, presidente do Senado.
Michael Phelps
Despedida do mito maiorDespediu-se das piscinas na Olimpíada do Rio de Janeiro, com cinco ouros e uma prata. É o maior medalhista olímpico de todos os tempos, incluindo todas as modalidades, com 23 ouros num total de 28 medalhas. Em dezembro, foi eleito pela revista americana Sports Illustrated como maior atleta olímpico de todos os tempos.
Juan Manuel
Busca pela pazComandou as negociações do acordo com objetivo de encerrar 52 anos de guerra civil com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Primeira versão do acordo foi rejeitada pela população em referendo. Dias depois, Juan Manuel Santos venceu o Nobel da Paz. Ganhou força para continuar as negociações sobre novos termos.
Meirelles
Economia em criseLogo ao tomar posse, Michel Temer apostou em Henrique Meirelles para recuperar a confiança na economia. O ministro da Fazenda bancou agenda impopular de ajuste e reforma. Os resultados não apareceram em 2016 e Meirelles balançou. Promete efeitos positivos para 2017.
Isaquias Queiroz
Recorde de medalhasA canoagem brasileira nunca havia conquistado nenhuma medalha em Jogos Olímpicos. O baiano Isaquias Queiroz conquistou três: duas pratas e um bronze. Um marco não apenas para o esporte que pratica. Tornou-se, afinal, o primeiro brasileiro a conquistar três medalhas em uma única edição dos jogos.
Sem começo nem fim
Já há alguns anos, O POVO não adota o modelo de retrospectiva que tenta dar conta do que foi um ano inteiro. Nossa intenção é muito mais de selecionar alguns aspectos cruciais do período que se encerra e que são marcantes no que virá pela frente. E analisar esses acontecimentos na perspectiva de compreender e projetar seus desdobramentos. Ainda mais necessário é tal esforço num ano como o que se encerra. Afinal, 2016 não começou em 1º de janeiro. O ano trouxe o eco de acontecimentos remotos, de 2015, 2014, 2013... E, definitivamente, não termina hoje. É um ano que redefiniu o futuro.
Érico Firmo, editor de Cotidiano
sexta-feira, 30 de dezembro de 2016
Meirelles: com inflação na meta, BC pode continuar processo de queda do juro
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, se mostrou nesta sexta-feira, 30, confiante de que a queda da inflação no Brasil vai ajudar no processo de redução da taxa de juros pelo Banco Central. Em entrevista coletiva após cerimônia de assinatura da adesão do Brasil ao Clube de Paris, ele afirmou que o Brasil está "caminhando muito bem nessa direção".
"Quanto mais rigoroso for o processo de desinflação, maior a possibilidade de o Banco Central reduzir o juro de forma mais rápida. (...) Portanto, estamos caminhando muito bem nessa direção", afirmou. Ele ressaltou que a área fiscal "está fazendo sua parte", com a aprovação de propostas como a PEC do Teto, já promulgada pelo Congresso, e a reforma da Previdência, em análise na Câmara.
O ministro da Fazenda afirmou que, com a PEC do Teto, o déficit nas contas públicas do governo vai diminuir e, quando isso acontecer, a queda da taxa de juros será mais fácil. "Quando se configurar a queda do déficit público em 2017, tudo isso vai facilitar a queda do juro", afirmou Meirelles.
Tabela do IR
Meirelles afirmou que pedirá à Receita Federal que anuncie ainda hoje ou na próxima segunda-feira, 2 de janeiro, a revisão da tabela do Imposto de Renda. Segundo ele, a tabela está sendo "equacionada" e será anunciada "brevemente" pela Receita.
Regularização tributária
O ministro informou ainda que o governo anunciará na próxima semana um plano de regularização tributária, que, no passado, já foi chamado de Refis. Segundo ele, o plano terá dois componentes: um para companhias com prejuízos e outro para grupo de empresas que utilizam o método contábil de lucro presumido.
Meirelles afirmou que o plano prevê que empresas com prejuízos poderão usar crédito tributário para abater até 80% de suas dívidas com a Receita Federal. Os 20% restantes da dívida poderão ser pagos à vista ou escalonados em um prazo "suficientemente longo", "a princípio", de 24 meses. Já as empresas de lucro presumido, explicou o ministro, poderão parcelar 100% das dívidas em até 96 meses.
"É um programa que visa a regularização da situação das companhias junto à Receita", explicou Meirelles, sem dar mais detalhes sobre o plano, como a incidência de juros sobre as dívidas.
Salário mínimo
Meirelles explicou que o salário mínimo de 2017, de R$ 937,00, teve de ser ajustado ligeiramente para baixo porque houve estimativa de inflação mais alta que o ocorrido efetivamente. O novo mínimo ficou R$ 2,29 menor que o projetado pela estimativa oficial de inflação.
"O salário mínimo seguiu a correção da inflação de 2016 com o ajuste previsto em Lei", disse o ministro, que explicou que o valor do mínimo leva em conta a inflação do ano anterior. O salário, porém, é sempre anunciado antes do fim do ano. Assim, o reajuste leva em conta uma estimativa para o mês de dezembro. "Temos de estimar a inflação (de dezembro) e essas estimativas têm de ser compensadas depois", disse.
Assim, o mínimo de 2017 será R$ 2,29 menor porque o mínimo de 2016 levou em conta estimativa de inflação que se mostrou ligeiramente superior ao registrado oficialmente. Assim, a retirada dos R$ 2 é uma compensação do valor.
BRASIL Governo Federal transfere R$ 4,5 bilhões de repatriação para municípios
O Tesouro Nacional confirmou ter emitido na última terça-feira, 29, as ordens de pagamento referentes a R$ 4,5 bilhões para fortalecer as contas dos municípios, após o Tribunal de Contas da União (TCU) recuar de decisão que impedia o repasse do dinheiro.
Os recursos são provenientes das multas pagas por contribuintes que regularizaram ativos mantidos no exterior, no programa que ficou conhecido como repatriação. Apesar de ser depositado hoje (30), os muncípios só poderão ter acesso ao dinheiro no dia 2 de janeiro, pois nesta sexta-feira os bancos encontram-se fechados ao público.
Fechamento do orçamento anual
Os prefeitos têm pressa para receber o dinheiro para poder contabilizá-lo ainda nos orçamentos municipais deste ano. Segundo o presidente da FNP, Marcio Lacerda, prefeito de Belo Horizonte que deixa o cargo no próximo domingo, entre 3 mil e 4 mil municípios não conseguiriam cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal caso não recebessem o reforço de caixa.
Na manhã da última terça-feira, 29, representantes da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) foram surpreendidos durante reunião com o presidente Michel Temer, ao serem informados que uma decisão do TCU havia travado o cronogama do repasse.
Em atendimento a uma representação do Ministério Público do Maranhão, o presidente do TCU, ministro Raimundo Carreiro, entendeu que a transferência do dinheiro só poderia ser feita em 2017, pelo fato do dia 30 de dezembro ser feriado bancário.
Os prefeitos saíram do Palácio do Planalto diretamente para uma reunião no TCU, na qual pediram a Carreiro que revisse sua decisão. Eles alegaram que, apesar de fechados ao público, os bancos possuem expediente interno, permitindo a movimentação entre contas oficiais. Após um agravo apresentado pela Advocacia-Geral da União (AGU), o ministro voltou atrás e autorizou a transação.
A AGU argumentou que a não transferência poderia afetar a ordem pública, sob o risco de impedir a continuidade de serviços prestados pelas prefeituras, e acarretaria prejuízo ao cofres da União, pois se o depósito fosse realizado apenas no próximo ano, o governo teria que desembolsar mais R$ 100 milhões a título de juros pelo atraso.
Marinha intercepta barco com jornalistas perto de área onde Temer passa férias
Uma equipe da Marinha do Brasil interrompeu na manhã desta sexta-feira, 30, o trabalho de cobertura jornalística da visita do presidente Michel Temer à Restinga da Marambaia, no Rio de Janeiro. Os marinheiros abordaram e escoltaram para longe da área onde está o presidente uma lancha alugada por equipes de reportagem para tentar registrar a presença de Temer. Ele passa o fim do ano em uma instalação militar na região. Os militares submeteram o barco a uma vistoria rigorosa e alegaram que faltava o Documento de Identificação da Embarcação (DIE), que teria sido esquecido pelo tripulante. Os jornalistas foram deixados em um ponto distante, que inviabiliza o trabalho de reportagem, enquanto o barco foi levado à delegacia da Capitania dos Portos, supostamente para ter regularizada sua situação. Até o início da tarde, não voltara.
A lancha era ocupada por profissionais do Estado, Folha de S. Paulo, O Globo e TV Bandeirantes. Além da documentação, foram checados coletes salva-vidas, luzes e extintores de incêndio. O procedimento é parte do esquema de segurança na área, comandando pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência por causa da presença do presidente. Foi a segunda abordagem ao barco em dois dias. Na anterior, um militar afirmara que não seria possível ficar a qualquer distância da Marambaia. Os jornalistas presenciaram na quinta-feira, 28, outra vistoria, de um barco com uma família que procurava uma ilha e ignorava a presença de Temer. A lancha foi checada, e seus ocupantes, orientados a se afastar.
Temer desembarcou na Ilha da Marambaia, no extremo oeste da Restinga, na tarde de quinta, 29, com a mulher, Marcela, e o filho, Michel, vindo de Brasília. A viagem foi cercada de segredo. Funciona na região o Centro de Adestramento da Ilha da Marambaia (Cadim), e também há um hotel de trânsito da Marinha. A região já recebeu outros presidentes: Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. O esquema de segurança de Temer, porém, parece ser o mais rigoroso.
Enquanto os militares faziam a vistoria do barco com os jornalistas, um grupo passeava à beira da praia na ilha. À distância, não era possível identificar se era a família do presidente. Temer teria pedido que sua privacidade fosse garantida. A região, na Costa Verde fluminense, é um destino turístico muito apreciado por sua beleza. Como a Restinga é controlada por militares e de acesso restrito a seus familiares e convidados, está muito preservada.
A Marambaia já foi objeto de disputa entre a Marinha e uma comunidade de pescadores e remanescentes de um quilombo, que acusavam os militares de quererem expulsá-los ilegalmente e de forma arbitrária. No fim de 2014, um acordo encerrou o conflito.
VESTIBULAR Após 5 anos, Fortaleza perde liderança em aprovação no ITA
O Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos (SP), divulgou na manhã desta sexta-feira, 30, a lista de classificados em seu vestibular 2017. Após cinco anos seguidos como líder, Fortaleza apresentou uma queda no número de aprovados. Este ano, 33 estudantes foram selecionados, enquanto em 2015, o ITA aprovou 61 alunos da Capital cearense.
"A cidade de Fortaleza caiu bastante, Acho que foi por conta da redução de vagas, saindo de 140 para 110. Os resultados de outras cidades aumentaram bastante. São Paulo caiu muito pouco. No geral, os outros estados cresceram", ressalta ao O POVO Online o coordenador do Colégio Ari de Sá, Leonardo Bruno.
São Paulo, líder na lista, conseguiu aprovar 42 estudantes; seguido pelo Ceará, com 33 aprovados; Paraná, com dez; Rio de Janeiro, com oito; Distrito Federal, com quatro; Pernambuco, com quatro; Piauí, três; Bahia, dois, e Goiânia, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul, com apenas um cada.
No total, 12.484 candidatos se inscreveram no vestibular em todo o País. Em Fortaleza, 1.090 alunos se candidataram às vagas, sendo 851 homens e 239 mulheres. A nota de corte diminuiu de 69.4 para 68.5, com índice de abstenção de 36,3%. A média geral do vestibular também apresentou uma queda passando de 72.8, em 2015, para 72,3, neste ano. "As provas estavam mais difíceis", comenta Leonardo.
O Vestibular do ITA ocorreu entre os dias 13 e 16 de dezembro, com questões de Física, Português, Matemática e Química, além de uma Redação. Os cursos mais procurados são de Engenharia Aeronáutica, com 2.957 inscrições, Engenharia Aeroespacial, com 2.570, e Engenharia Mecânica-Aeronáutica, com 2.366, respectivamente.
Os selecionados deverão comparecer ao instituto no próximo dia 22, às 10 horas, para inspeção de saúde. Os exames médicos e psicológicos, que compõem a inspeção de saúde, são obrigatórios para todos os candidatos convocados e tem caráter eliminatório. Os procedimentos, instruções e datas de matrículas serão informados posteriormente na página do ITA na internet.
Camilo adia para a próxima semana anúncio do secretário da Segurança Pública

O governador Camilo Santana (PT) só vai anunciar mudança no seu secretariado em meados da próxima semana. Ele deve tirar alguns dias para descanso com a família, depois de conferir posses de Roberto Cláudio (PDT) na prefeitura de Fortaleza e de Ivo Gomes (PDT) na prefeitura de Sobral.
Estava previsto para esta sexta-feira a divulgação do novo titular da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social, mas, segundo seus assessores, ele adiou porque quer fazer a passagem de comando com a presença do atual titular, Delci Teixeira, que viajou para passar o Réveillon com familiares no Sul do País.
Há informações de que o convidado para a pasta também pediu para passar o Réveillon com familiares no Sul do País. Seria um delegado gaúcho, da Polícia Federal.
Ficou também adiado o anúncio de quem ocupará a Secretaria dos Esportes, cargo que deverá ser preenchido por um indicado do PRB do deputado federal Ronaldo Martins.
Servidores de Umirim fecham BR-222 e protestam contra salários atrasados


Um grupo de servidores de Umirim está interditando a BR-222, em frente à sede da Prefeitura desse município. A categoria está com três meses de salários atrasados. O grupo faz barricada e já tocou fogo em pneus.
A revolta dos funcionários se agravou devido à promessa do prefeito Zé da Marieta de normalizar o pagamento antes de deixar o mandato, no próximo domingo. Nada foi depositado na conta dos servidores.
O prefeito, que não fez o sucessor, não estaria no município. Neste domingo, Felipe Uchôa (PSD) assumirá a Prefeitura.
(Foto – Leitor do Blog em Umirim)
CRIME Polícia pede prisão de mulher do embaixador grego
A Polícia Civil do Rio de Janeiro pediu à Justiça nesta sexta-feira (30) a prisão da brasileira Françoise Amiridis, esposa do embaixador da Grécia no Brasil Kyriakos Amiridis, que estava desaparecido desde a última segunda-feira (26).
Na tarde desta quinta-feira (29), as autoridades localizaram o carro do grego embaixo de um viaduto do Arco Metropolitano, em Nova Iguaçu. Segundo a Polícia, o corpo carbonizado dentro do veículo é do embaixador.
De acordo com a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), além de Françoise, outras três pessoas teriam planejado a execução do crime: o policial militar Sergio Gomes Moreira Filho e dois cúmplices que não tiveram os nomes revelados.
Segundo as autoridades, o policial envolvido seria amante da esposa de Amiridis. O embaixador foi morto em casa, antes de ser levado para dentro do carro, que estava alugado desde o dia 21 de dezembro.
Os investigadores afirmaram ter encontrado um sofá com manchas de sangue na residência onde o diplomata estava com a mulher. De acordo com eles, o corpo foi retirado da casa por volta das 3h da madrugada de quarta-feira (28).
Kyriakos Amiridis morava em Brasília e estava no Rio de Janeiro para passar as festas de fim de ano. Seu desaparecimento foi comunicado pela esposa após informar que não conseguia contato com o marido.
Entre 2001 e 2004, Amiridis foi cônsul na cidade carioca. O embaixador era formado em direito pela Universidade de Aristóteles em Tessalônica, na Grécia. Sua carreira teve início em 1985, e antes de ir para Brasília, foi embaixador da Grécia na Líbia de 2012 a 2015.
ITÁLIA Papa batizará bebês nascidos em cidades devastadas por sismo
13:11 | 30/12/2016

O anúncio foi feito pelo monsenhor Domenico Pompili, bispo de Rieti, província onde ficam os dois municípios. Segundo o religioso, a cerimônia será na Casa Santa Marta, residência do Pontífice no Vaticano.
No último mês de outubro, o Papa fez uma visita surpresa a Amatrice e Accumoli, onde morreu a maior parte das vítimas do tremor do fim de agosto. Além das perdas humanas, as duas cidades, principalmente Amatrice, sofreram graves danos a sua infraestrutura.
Agência Ansa
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