quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Camilo sobe o tom contra Tasso: "nunca ajudou em nada"

O governador Camilo Santana (PT) subiu o tom contra o senador Tasso Jereissati (PSDB) no último debate realizado pela TV Verdes Mares, na noite de ontem. Questionado pelo candidato General Theophilo (PSDB) sobre a ampla aliança, composta por 24 partidos, o petista afirmou que procurou todos os senadores para ajudar o Estado, mas que o único de quem não recebeu retorno foi o tucano.

"Nunca ajudou em nada no período em que eu estou no Governo", disparou o governador Camilo.

Em resposta, o militar reformado contra-atacou argumentando que o senador do PSDB "levou" o governador para conhecer todos os ministros da gestão do presidente Michel Temer (MDB) e que ajudaram o Ceará.

A declaração do governador foi uma das mais fortes em relação ao senador. Ainda em 2016, em agendas conjuntas, Tasso chegou a afirmar que o petista tinha um "jeitão de tucano".

O principal questionamento do primeiro bloco do debate foi a mudança de lado do senador Eunício Oliveira (MDB), que em 2014 disputou a cadeira de chefe do Palácio da Abolição, mas que agora segue ao lado do governo estadual.

Camilo também teve que responder às críticas do candidato Ailton Lopes (Psol) em relação ao apoio do petista ao presidente do Congresso Nacional. "Não faço política com ódio. Procurei todos os senadores, deputados. O Estado sofre muitos problemas. O Eunício ajudou a destravar recursos", respondeu o governador.

Colocando o chefe do Executivo estadual no centro das críticas, o candidato do PSDB apontou ainda o agrupamento de partidos em torno do Governo e condenou a troca de apoio por cargos na gestão. "É o toma lá dá cá. É o balcão de negócios", criticou o tucano ao relembrar que o senador Eunício doou R$ 600 mil à campanha do PT.

O segundo bloco foi marcado pelos temas de saneamento básico, turismo e meio ambiente. O governador, que lidera as pesquisas de intenção de voto, foi o alvo mais uma vez. O candidato Ailton Lopes (Psol) criticou a política ambiental e de saneamento básico do Governo. "O Ceará é o quarto Estado do Nordeste com esgoto a céu aberto. Por isso que a gente precisa entender que (os avanços) passa pela coleta de lixo", cobrou o psolista.

Um dos pontos altos do debate foi a troca de farpas entre Hélio Gois (PSL) e general Theophilo (PSDB). O professor universitário afirmou que o general não era um militar "raiz" porque estava ligado ao socialismo e era a favor do desarmamento. "Um militar raiz não apoiaria Alckmin, e sim Bolsonaro", disse.

Em resposta, o tucano chamou o adversário de "garoto" e disse que ele não sabia o que estava dizendo. "Tome vergonha. Vem querer falar de militar raiz para um general de quatro estrelas?", retrucou. Classificando o adversário como "lunático", e que falava "asneiras", o tucano disse sentir "vergonha" de ter Hélio como adversário na corrida ao Palácio da Abolição.

BASTIDORES

Pré-debate
Militantes dos candidatos ao Governo do Estado ficaram do lado de fora da emissora. Bandeiras do Camilo e do General tomavam conta do local.

Entre as bandeiras favoráveis ao petista, a relação do governador era feita com o presidenciável Ciro Gomes (PDT), e não com Fernando Haddad (PT), adversário do cearense.

O governador Camilo Santana (PT) foi o último candidato a chegar ao debate. O petista chegou dirigindo o próprio veículo ao lado da vice-governadora Izolda Cela (PDT).

Bolsonaro amplia vantagem sobre Haddad

A nova pesquisa Datafolha, divulgada ontem, mostra que, pela primeira vez desde o início da série histórica do instituto, o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) cresceu fora da margem de erro, passando de 28% para 32% na preferência do eleitorado.

Ex-prefeito de São Paulo e segundo colocado na disputa pelo Planalto, Fernando Haddad (PT) oscilou negativamente um ponto, indo a 21%.
Ciro Gomes (PDT) manteve-se com 11%, numericamente à frente de Geraldo Alckmin (PSDB), que se movimentou de 10% para 9%.

João Amoêdo (Novo) tem 3%. Henrique Meirelles (MDB), Alvaro Dias (Podemos) e Cabo Daciolo (Patriota) possuem 2% cada.

Guilherme Boulos (Psol), João Goulart Filho (PPL), Eymael (DC) e Vera Lúcia (PSTU) não pontuaram. Brancos e nulos somam 8%. Não sabem ou não responderam chegam a 5%.

O Datafolha ouviu 3.240 eleitores de 225 municípios. Todos os questionários foram aplicados ontem. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi contratada pelo jornal Folha de S. Paulo.

O resultado confirma cenários de primeiro turno já apontados pelo Ibope na segunda-feira, 1º/10. Até agora, os quadros delineados pelas duas pesquisas têm convergido.

Ambas captaram, por exemplo, o crescimento de Bolsonaro nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste, reduto petista, e entre mulheres, segmento cuja maioria continua a rejeitá-lo. Nessa faixa do eleitorado, porém, o militar avançou seis pontos.

Desde 22 de agosto, data da primeira rodada do Datafolha, até a sondagem do último dia 28/9, o postulante vinha oscilando positivamente na margem de erro. Em 22/8, ele tinha 22%. Na pesquisa seguinte (10/9), Bolsonaro foi a 24%.

Até a semana passada, o capitão da reserva pulava de dois em dois pontos a cada nova rodada.

No levantamento de ontem, o primeiro feito após os protestos de mulheres contra o candidato no fim de semana, o militar disparou quatro pontos, demonstrando crescimento real.

Também pela primeira vez após o começo das prospecções do instituto, Haddad oscilou negativamente na disputa.

Do dia 10/9, véspera de sua oficialização como substituto de Lula na chapa presidencial, até 28/9, o petista tinha crescido 13 pontos.

O Datafolha testou também cenários para o segundo turno da corrida eleitoral. Bolsonaro melhorou desempenho nessa etapa. Contra Ciro, o deputado federal arranca um empate técnico no limite da margem: o ex-governador do Ceará aparece com 46% ante 42% de Bolsonaro.

Se o concorrente é Alckmin, a desvantagem de Bolsonaro é menor: tem 41% contra 43% do tucano. O parlamentar também empata tecnicamente quando ao lado do candidato petista, que obtém 42% contra 44% do nome do PSL.

Na pesquisa anterior, o cenário era favorável a Haddad, que derrotava Bolsonaro por 45% a 39%. De lá para cá, o petista caiu três pontos, enquanto o deputado galgou cinco.

Haddad e Bolsonaro, aponta o levantamento, conquistam seus maiores índices no segundo turno quando se enfrentam.

O Datafolha verificou ainda a rejeição aos candidatos à Presidência da República. Bolsonaro segue com o maior percentual de eleitores que afirmam que não votariam nele de jeito nenhum: 45%.

No entanto, a rejeição de Haddad saltou nove pontos, chegando a 41%, tecnicamente empatado com o líder das pesquisas.

CONFIANÇA

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (BR-03147/2018). Como nos levanta-mentos anteriores, o nível de confiança é de 95%.

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Edição do Dia

O que você precisa saber para o dia da votação

O Ceará tem pouco mais de 6 milhões de eleitores que devem exercer sua obrigação em 6.778 locais de votação no Estado. No domingo, as 24 mil seções eleitorais deverão estar preparadas para o primeiro turno das Eleições 2018. Neste ano, há algumas novidades no processo eleitoral. Biometria, rezoneamento, título de eleitor virtual, número maior de candidatos motivos que podem gerar dúvidas e exigem atenção para não aumentar as filas de espera e a falta de informação.

"Por conta dessas alterações trazidas pelo rezoneamento, onde houve um impacto grande nas seções, e da grande quantidade de cargos também, tudo isso pode causar uma demora na eleição. É importante que o eleitor se prepare", afirmou a coordenadora de Eleição do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) Edna Saboia.

Saber o número do título e ter em mãos documento oficial com foto e cola com o número dos candidatos são as três dicas fundamentais.

O reordenamento das zonas eleitorais, solicitado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como forma de cortar gastos, atingiu 1/3 do eleitorado principalmente na Capital, onde cerca de 500 mil eleitores podem não saber  qual sua seção de votação.

Os locais, garante Edna, não mudaram. "É importante procurar se informar antes, inclusive através do Disque Eleições (148). Temos capacidade para atender 10 mil ligações e já batemos esse número em eleições que não têm tantas novidades", explicou a coordenadora do TRE.

Edna destaca ainda que o TRE se adiantou para evitar que as filas se estendam e garantir que o processo eleitoral não seja prejudicado. Uma equipe maior atuará e a preparação dos auxiliares deverá viabilizar o fluxo, principalmente nos locais impactos pelo rezoneamento, garante a coordenadora.

"Estamos nos preparando com divulgação intensa para uma eleição exitosa, que tenha capacidade de atender bem o eleitor. Mas é importante que o eleitor se antecipe e seja nosso parceiro", ressalta Edna Saboia.

Números

234 mil títulos de eleitores foram cancelados no Ceará no último ciclo do cadastro biométrico490 mil eleitores em Fortaleza tiveram mudança da seção eleitoral

VERSÃO IMPRESSA Proposta para a Previdência estima economia de R$ 1,3 tri

A nova proposta de reforma da Previdência em elaboração pelo economista Paulo Tafner, em trabalho coordenado pelo ex-presidente do Banco Central (BC), Arminio Fraga, permitirá economia de R$ 1,3 trilhão em dez anos, superior ao previsto no texto aprovado pelo governo Michel Temer na comissão que tratou do tema no Congresso Nacional.

Arminio adiantou que a nova proposta permitiria uma economia de R$ 110 bilhões ao ano para os cofres públicos em dez anos. Após apresentar os pontos principais da proposta ontem, em evento na Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio, Tafner explicou que o ex-presidente do BC estava com dados preliminares, pois seria possível economizar R$ 130 bilhões ao ano.

Tafner, pesquisador da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) da USP e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), adiantou no evento que a ideia central da proposta é desenhar um novo sistema previdenciário, híbrido, com repartição e capitalização, para os nascidos a partir de 2014. Começaria a funcionar em 2020 e seria "povoado" apenas em 2030. Com isso, não haveria custo de transição para o novo modelo.

"Garanto que de 2000 a 2035 não perco um real de receita", disse Tafner ao público na FGV, lembrando que isso é importante porque, nesse período, ocorrerá o "pico de gastos" com a Previdência. Tafner evitou aprofundar a proposta. Disse que os estudos ainda estão sendo finalizados e detalhes serão divulgados nesta semana.

Segundo Arminio, a proposta é "independente e apartidária" e será entregue ao presidente eleito. Quando anunciou que trabalhava o tema, Arminio disse que a proposta seria formatada já em termos de projetos de lei.

Ontem, Tafner informou que há proposta de emenda constitucional (PEC) e quatro projetos de lei complementar (um para o regime geral, outro para os servidores civis, o terceiro para as Forças Armadas e o quarto para policiais militares e bombeiros). O projeto também inclui renda mínima para os idosos, equivalente a 0,7 salário mínimo.
Agência Estado

Toffoli proíbe entrevista de Lula; tema divide juristas

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, decidiu na noite de ontem, manter a proibição de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), condenado e preso no âmbito da Operação Lava Jato, conceder entrevistas da prisão. A suspensão vale até o plenário da Suprema Corte decidir sobre a matéria.

O ex-presidente está preso na superintendência da Polícia Federal no Paraná, depois de ser condenado a 12 anos e um mês de prisão pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) no caso do "tríplex do Guarujá".

A decisão de Toffoli ocorre após guerra de liminares opondo de um lado o vice-presidente do STF, ministro Luiz Fux, e de outro o ministro Ricardo Lewandowski.

Por um lado, na última sexta-feira, 28, Lewandowski ressaltou a variedade de precedentes de pessoas presas concederem entrevistas a veículos de comunicação, "sendo considerado tal ato como uma das formas de exercício de autodefesa".

Mais tarde, no mesmo dia, Fux, atendendo a pedido do Partido Novo, sustentou que a eventual entrevista causaria desinformação, considerando a proximidade do primeiro turno das eleições, no domingo, dia 7.

Ontem, entretanto, em reação ao colega de corte, Lewandowski reafirmou a decisão favorável ao petista. Ele questiona a razão de Fux ter determinado, em vez do presidente, Dias Toffoli, responsável por julgar uma suspensão de liminar. Frisa ainda "a autoridade e vigência" de sua decisão, que, segundo ele, serve "como mandado".

Sobre o embate de argumentações, o professor de Direito e doutor pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-RS), Fabriccio Steindorfer avalia que a situação será, provavelmente, resolvida em decisão colegiada quando todos votam , devido à repercussão política do fato, entre outros pontos.

Ele analisa ainda que a decisão de Fux, ao vetar a entrevista, foi acertada. Ele diz, que quando tomada durante plantão, a decisão de um fala por toda a corte. "Então, não vislumbro na ação do ministro Fux qualquer tipo de irregularidade. Agiu de acordo com o regimento".

Já o doutor e professor de Direito Constitucional, Saul Tourinho, diz que não se recorda de qualquer quadro similar. Diz que os especialistas "a quem me associo, tendo feito análise da decisão do Fux, entendem que não há base processual suficiente para tomar esta decisão".

Tourinho explica que o ato de Lewandowski chama-se decisão de mérito, que se toma sozinho. Ele enfatiza que, neste tipo de iniciativa, o recurso deve ocorrer na própria ação, e não de modo independente. "Me parece que não houve o preenchimento de todos os requisitos processuais necessários para tomada da decisão do Fux", argumenta.
Com Agência Estado

Bolsonaro cresce 4 pontos e chega a 31%; Haddad permanece com 21%

01:30 | 02/10/2018
A cinco dias das eleições, nova rodada do Ibope mostra o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) dez pontos percentuais à frente de Fernando Haddad (PT) na corrida ao Planalto.

Desde a última pesquisa, divulgada quarta-feira, 26, o militar cresceu 4%, chegando a 31%. Ex-prefeito de São Paulo, Haddad manteve o mesmo patamar do levantamento anterior: 21%.

No segundo pelotão, Ciro Gomes (PDT) oscilou de 12% para 11%. Geraldo Alckmin (PSDB) continua com 8%. Marina Silva (Rede) foi de 6% para 4%.

João Amoêdo, do Novo, tem 3%. Alvaro Dias (Podemos) e Henrique Meirelles (MDB) surgem com 2% cada. Cabo Daciolo (Patriota) figura com 1%.

Guilherme Boulos (Psol), Vera Lúcia (PSTU) e Eymael (DC) pontuaram abaixo de 1%. João Goulart Filho (PPL) não foi citado por nenhum entrevistado. Brancos e nulos somaram 12%, enquanto 5% não responderam ou preferiram não opinar.

O Ibope também testou cenários de disputa no segundo turno. Neles, Ciro é o único candidato a derrotar Bolsonaro: 45% a 39%.

Contra Haddad, o capitão da reserva cresceu quatro pontos e obteve um empate: 42% a 42%. Cinco dias atrás, o petista vencia o deputado por 42% a 38%.

Se o adversário nessa etapa da eleição é Alckmin, o resultado é 42% a 39% para o tucano, quadro que configura empate técnico. Bolsonaro vence Marina por 43% a 38%.

Alvo de manifestações de mulheres no último fim de semana, Bolsonaro avançou no eleitorado feminino: de 18% para 24%. Entre homens, ele foi de 36% para 39%.

Uma parte das entrevistas foi feita após os protestos convocados pelo movimento "Ele não", que levou mulheres às ruas do País.

Quando o recorte é a renda, o Ibope revela que Bolsonaro tem melhor desempenho entre eleitores cujos ganhos excedem cinco salários mínimos: 46%. Considerados os mais pobres (renda de até um salário mínimo), o índice é de 19%.

O Ibope aferiu ainda a rejeição aos candidatos à Presidência. Entre a pesquisa do dia 26 e a divulgada ontem (os questionários foram aplicados no sábado e no domingo), a rejeição de Haddad cresceu 11 pontos, saindo de 27% para 38%.

Bolsonaro segue com a taxa mais alta de eleitores que afirmam que não votariam nele de jeito nenhum: 44%. Esse valor é o mesmo verificado em pesquisa do dia 5 de setembro, quase um mês atrás.

Nesse período, o percentual do militar oscilou dentro da margem de erro do Ibope (dois pontos), alcançando 46% em 24 de setembro e novamente 44% no dia 26/9.

Desde que foi oficializado candidato no lugar de Lula, em 11/9, Haddad viu sua rejeição saltar de 23% para 38% - um incremento de 15 pontos percentuais.

O Ibope ouviu 3.010 eleitores, em 208 municípios, em 29 e 30 de setembro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.

Lula
O Ibope mediu o potencial de transferência de votos do ex-presidente Lula para Haddad. Ao serem informados de que Haddad é o candidato apoiado por Lula, 22% dos eleitores afirmam que votariam "com certeza" no petista. Na pesquisa Ibope anterior, essa taxa era de 26%

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Edição do Dia

Gasolina sobe 4,4% no CE

O preço médio do litro da gasolina comum subiu mais 4,4% no Ceará nas últimas quatro semanas, passando de R$ 4,55 para R$ 4,75, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Atualmente, os valores mínimo e máximo do produto no Estado vai de R$ 4,59 a R$ 4,99, variação de 8,7%.

A ANP pesquisou 218 postos de combustíveis do Ceará para o período de 23 a 29 de setembro. A gasolina mais barata (R$ 4,59) está sendo vendida por estabelecimentos localizados em Caucaia (posto de bandeira branca na av. Airton Sena, 376) e Maracanaú (um posto BR na rua 17, 142 e outro SP na av. Padre José Holanda do Vale, 17.430), na Região Metropolitana de Fortaleza.

Já o produto mais caro (R$ 4,99) continua sendo observado em Crateús, no sertão cearense. E está sendo comercializado por três postos: dois de bandeira SP, sendo um na av. Edilberto Frota, 2130 e outro na av. Edilberto Frota, 1452, além de um posto de bandeira branca na rua Jose Saboia Livreiro, 1410.

Em Fortaleza, a gasolina também ficou 4,4% mais cara em quatro semanas, indo de R$ 4,55 para R$ 4,75. O produto é encontrado a valores que vão de R$ 4,69 a R$ 4,79, variação de 2,1%.

Declarações de Bolsonaro deixam claro o anúncio de um golpe, afirma Ciro

CIRO GOMES voltou a criticar os extremismos no País NELSON ALMEIDA/ AFP
CIRO GOMES voltou a criticar os extremismos no País NELSON ALMEIDA/ AFP
A declaração do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) de que não aceitaria o resultado da disputa eleitoral, caso não saísse vitorioso, "deixou claro o anúncio de um golpe", disse o candidato à Presidência pelo PDT, Ciro Gomes. O pedetista participou de evento com profissionais da área da saúde, ontem, na capital paulista.

Na última sexta-feira, 28, Bolsonaro disse em entrevista ao apresentador José Luiz Datena, do programa Brasil Urgente, da TV Bandeirantes, concedida do quarto do hospital Albert Einstein, onde se recuperou de um atentado a faca sofrido no início deste mês, que não poderia falar pelos comandantes militares, mas pelo que via nas ruas não aceitaria um resultado diferente da sua eleição. Ele ainda reiterou que a única possibilidade de vitória do PT viria pela "fraude".

"Somando a fala de Bolsonaro com as declarações anteriores do vice, general (Hamilton) Mourão (do PRTB), sobre a criação de uma nova Constituição, e 'juntando lé com cré' percebemos a iminência de um golpe", argumentou Ciro.

O candidato do PDT afirmou que os extremismos entre o PT e Bolsonaro vão levar o País a uma guerra civil, como na Venezuela.

Bolsonaro e Fernando Haddad (PT) permanecem na primeira e segunda colocação, respectivamente, nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência. "Eu reagi, enquanto Haddad ficou calado", alfinetou Ciro, novamente em referência às declarações de Bolsonaro.

Quanto às manifestações ocorridas no último sábado, contra o presidenciável do PSL, Ciro diz que "as mulheres brasileiras vão salvar o País desse precipício", que seria uma eventual vitória de Bolsonaro. "Ele já foi derrotado graças ao valor da mulher brasileira", acrescentou. Os protestos iniciados na internet com as hashtags #EleNão e #EleNunca foram promovidos pelo eleitorado feminino.

Na saída do evento, Ciro Gomes gravou vídeos para os seus eleitores e ressaltou que tem ficha limpa, além de condições de pacificar a família brasileira. "Esse extremismo é muito negativo", enfatizou. 

(Agência Estado)

O último fim de semana de campanha dos candidatos ao Governo

01:30 | 01/10/2018
CAMILO SANTANA participou de caminhada na Pajuçara, em Maracanaú, na manhã do último sábado MAURI MELO
CAMILO SANTANA participou de caminhada na Pajuçara, em Maracanaú, na manhã do último sábado MAURI MELO
 
Durante o último fim de semana de campanha antes da votação, candidatos ao Governo do Estado concentraram as ações em Fortaleza e na Região Metropolitana.

Camilo Santana (PT) participou de caminhada no sábado, 29, por Pajuçara, distrito de Maracanaú, acompanhado pelo senador Eunício de Oliveira (MDB), que tenta a reeleição.
GENERAL THEOPHILO participou de carreata em Fortaleza na manhã de ontem DIVULGAÇÃO
GENERAL THEOPHILO participou de carreata em Fortaleza na manhã de ontem DIVULGAÇÃO
AILTON LOPES participou de ato contra Bolsonaro na Praia de Iracema, no último sábado DIVULGAÇÃO
AILTON LOPES participou de ato contra Bolsonaro na Praia de Iracema, no último sábado DIVULGAÇÃO
O petista reforçou a meta de continuar dialogando com os cearenses e  reconheceu que ainda há problemas a serem solucionados. "Sabemos que (existem) muitos desafios. Quero mais quatro anos (de mandato) para que a gente possa continuar o trabalho". Na noite de sábado, o governador participou de comício no Eusébio. O domingo foi dedicado a reuniões internas e gravações.

O candidato do Psol, Ailton Lopes, esteve apenas na Capital durante o fim de semana. Ele participou do protesto contra o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), que aconteceu no sábado na Praia de Iracema. Ontem, ele realizou panfletagens no Parque do Cocó e no Lago Jacarey, na cidade dos Funcionários.

Esse deve se manter o centro da campanha nessa reta final, segundo ele. "Nosso foco é intensificar os atos de panfletagem e caminhada em Fortaleza e Região Metropolitana", explicou.

Sem ações públicas no sábado devido a compromissos pessoais, General Theophilo (PSDB) realizou carreata ontem em Fortaleza. O candidato já havia afirmado anteriormente que iria priorizar esse tipo de atividade. Durante o ato, o candidato passou por grandes avenidas, como Washington Soares, Oliveira Paiva, Paulino Rocha e Silas Munguba.

Hélio Gois (PSL) foi o único a ter agenda mais distante da Capital. No sábado, ele esteve em Juazeiro do Norte, no Cariri, para uma caminhada pelo centro da Cidade. Ele também participou de carreatas pró-Bolsonaro durante a manhã e tarde deste domingo.

Agenda

AILTON LOPES (PSOL)

Realizará panfletagem na Estação de Trem, às 6h30min. Participará de bandeiraço no cruzamento das avenidas da Universidade e Treze de Maio, no Benfica, a partir das 16h30min. À noite, fará live pelo Facebook, às 21 horas.

CAMILO SANTANA (PT)

Às 7h30min, realiza caminhada no bairro Genibaú, em Fortaleza. À noite, participa de evento no Comitê Central da campanha, no Cocó.

FRANSCISCO GONZAGA (PSTU)
Não divulgou agenda

GENERAL THEOPHILO (PSDB)

Participa de carreata em Horizonte, a partir das 16 horas.

HÉLIO GOIS (PSL)

Não divulgou agenda.

SAÍDA DO Z-4 De virada, Ceará vence a Chapecoense e deixa a Zona de Rebaixamento da Série A

Depois de 24 rodadas, o torcedor do Ceará, enfim, pode respirar aliviado: o time está fora da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Na noite deste domingo (30), os 27.485 alvinegros que pagaram ingresso para acompanhar a partida contra a Chapecoense saíram do Castelão felizes com a vitória por 3 a 1, que fez o time chegar aos 30 pontos e saltar para a 15ª colocação na tabela. O máximo que pode acontecer na rodada é perder uma colocação, já que o Vasco ainda entra em campo hoje para enfrentar o Paraná, no Durival de Britto. Se o time carioca vencer, passa o Vovô.

Com o resultado, o Ceará chegou aos 30 pontos na tabela e saltou da 18ª para a 15ª posição. O máximo que pode acontecer na rodada é perder uma colocação, já que o Vasco ainda entra em campo nesta segunda-feira, 1, para enfrentar o Paraná, no Durival de Britto.

Apesar do placar, o triunfo alvinegro não foi tão fácil quanto parece. Depois de uma atuação ruim no primeiro tempo, em que foi para o intervalo perdendo por 1 a 0, em gol marcado por Doffo, o Vovô voltou para o segundo tempo com uma postura totalmente diferente e conseguiu o triunfo de forma merecida.

Valdo, aos 10 minutos, Arthur, aos 13, e Leandro Carvalho, aos 31, marcaram os três gols da virada do Alvinegro.

Ao apito final, festa total da torcida alvinegra, que compareceu em ótimo número no Castelão e viu o time, enfim, sair da zona da degola. O máximo que pode acontecer na rodada é perder uma colocação, já que o Vasco ainda entra em campo hoje para enfrentar o Paraná, no Durival de Britto. Se o time carioca vencer, passa o Vovô.

FICHA TÉCNICA
CEARÁ 3 X 1 CHAPECOENSE
Local: Castelão, em Fortaleza-CE
Data: 30/9/2018
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO)
Assistentes: Fabricio Vilarinho da Silva (GO) e Guilherme Dias Camilo (GO)
Cartões amarelos: Luiz Otávio (CEA), Leandro Carvalho (CEA), Arthur (CEA), Rafael Thyere (CHA), Victor Andrade (CHA), Eduardo (CHA), Bruno Pacheco (CHA), Canteros (CHA)
Público: 27.485 pagantes
Renda: R$ 310.170,00

CEARÁ (4-2-3-1): Everson; Samuel Xavier, Valdo, Luiz Otávio e Felipe Jonatan; Edinho e Richardson; Juninho Quixadá (Ricardinho), Leandro Carvalho (Éder Luis) e Calyson; Arthur (Ricardo Bueno). Técnico: Lisca

CHAPECOENSE (4-5-1): Jandrei; Eduardo, Rafael Thyere, Nery e Bruno Pacheco; Elicarlos, Márcio Araújo (Canteros), Doffo, Diego Torres (Vinícius) e Victor Andrade (Bruno Silva); Leandro Pereira. Técnico: Guto Ferreira