terça-feira, 7 de agosto de 2018

Ciro Gomes acusa PT e PSDB de darem "rasteira" e "punhalada"

KÁTIA ABREU afirmou que será uma vice disciplinada de Ciro Marcelo Camargo/ Agência Brasil
KÁTIA ABREU afirmou que será uma vice disciplinada de Ciro Marcelo Camargo/ Agência Brasil
Durante o evento em que anunciou a senadora Kátia Abreu (PDT) como vice em sua chapa, o candidato à Presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes, acusou PT e PSDB de darem "rasteira" e "punhalada pelas costas". Para ele, as duas siglas praticam "confrontação amesquinhada" desde 1994, quando passaram a polarizar a disputa pelo Palácio do Planalto.

"É só tratativa de gabinete, é só conchavo, é só rasteira, é só punhalada pelas costas. Porque a base moral da falta de escrúpulo na política é a mesma base moral de quem tem falta de escrúpulo diante do dinheiro público", afirmou Ciro ontem, em Brasília.

Ciro tem adotado discurso mais ácido contra o Partido dos Trabalhadores, desde que a sigla fechou acordo que garantiu a neutralidade do PSB na corrida presidencial. Na prática, a negociação isolou o pedetista, deixando-o com poucos segundos de propaganda eleitoral. Antes, o ex-ministro mantinha conversas avançadas com PSB para fechar aliança.

"É impressionante como a gente assiste soluções de gabinetes que acintosamente desrespeitam a mínima regra de palavra dada para ser cumprida. As estruturas estão querendo fazer o jogo dentro de gabinetes e dali jogando cartas, excluindo da opção da população candidaturas como Marília Arraes (PT) e Marcio Lacerda (PSB)", continuou.

Durante o encontro "Coalizão pela Construção", que reúne empresários do setor de engenharia, também ontem em Brasília, Ciro voltou a criticar Lula: "Querem resolver a eleição em gabinetes ou em celas, o que é pior em certos aspectos. E (Lula) agiu por medo e é um medo justificado, porque vou reinterpretar o que é ser progressista no Brasil".

Mais cedo, ao defender para vice o nome da ex-ministra da Agricultura no segundo governo Dilma Rousseff (PT), Kátia Abreu, Ciro destacou a postura da senadora ao longo do processo de impeachment. Ele afirmou que Kátia enfrentou seu partido, na época o MDB, ao defender Dilma, amiga pessoal da ex-ministra. "Ela nos deu exemplo de força compromisso com a democracia.

Quando paga preço por fidelidade, afronta seu partido, a quadrilha de corruptos que dominou a democracia e ajuda a defender o Brasil resistindo contra o avanço das forças do golpe", disse o candidato do PDT.

Kátia Abreu, por sua vez, afirmou que será uma "vice disciplinada". "Serei uma vice disciplinada, pronta para atuar, mas sob seu (de Ciro Gomes) comando", disse. Ela ressaltou qualidades de Ciro e afirmou que não conhece nada que "manche sua honra". Kátia lamentou a falta de alianças com outros partidos, mas disse que está confiante com a vitória do PDT, mesmo isolado.
Com Agência Estado

PLANOS
Antes de ser lançada vice de Ciro Gomes, Kátia Abreu ensaiava a disputa ao Governo de Tocantins, mas acabou cedendo e aceitou a indicação para compor a chapa pedetista.

BOM JARDIM Criminosos interceptam ônibus, tentam atear fogo, mas Polícia impede a ação

22:47 | 06/08/2018
Via WhatsApp O POVO
Um ônibus foi depredado no bairro Bom Jardim, em Fortaleza, nesta segunda-feira, 6. O caso ocorreu em frente a um mercado localizado na rua Tenente Francisco Paiva. Criminosos tentaram atear fogo no coletivo, mas foram impedidos com a chegada da Polícia.


Conforme moradores, o veículo foi parado e um grupo chegou a depredar o coletivo. Além da Polícia, que isolou o local, o Corpo de Bombeiros participou da ação. Não há relatos de presos após o crime. 
Redação O POVO Online

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Edição do Dia

Apenas Petrobras não aderiu a acordo sobre tancagem, diz Governo

O prazo dado pelo Estado para que as empresas assinassem o acordo de transferência do parque de armazenamento de combustíveis do Mucuripe para o do Pecém venceu no último dia 31 de julho. Conforme a Procuradoria Geral do Estado (PGE), que conduz o processo, apenas a Petrobras Distribuidora (BR) não aderiu.

"A princípio, o Estado não pretende prorrogar o prazo de assinatura do acordo e as empresas que não assinarem perdem a oportunidade que o Estado está proporcionando para a transferência para o Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp/SA)", informou o órgão.

As empresas aderentes estão autorizadas a fazer melhorias provisórias na estrutura atual do Mucuripe, em contrapartida de migrarem para o Pecém quando o parque de tancagem estiver pronto. Estão instaladas no Mucuripe a Petrobras Distribuidora, a Shell (Raízen), Ipiranga, SP Combustíveis e Ale Distribuidora. 

Procuradas, a Raízen e a Ipiranga informaram que não irão se pronunciar sobre o tema, a SP Combustíveis não atendeu as ligações. A Ale não enviou resposta até o fechamento desta edição.

A Petrobras, por sua vez, disse entender "que existem pontos que dependem de melhor definição no que diz respeito ao modelo proposto para a tancagem no Porto de Pecém, por isso não assinou o TAC (Termo de Ajustamento de Conduta)". Em relação ao Mucuripe, a companhia considera "que suas instalações no local já atendem plenamente a demanda de seus clientes".

Conforme Raquel Filomeno, presidente da Comissão de Direito Marítimo e Portuário da Ordem dos Advogados do Brasil Secção Ceará (OAB/CE), será agendada uma reunião neste mês com as distribuidoras para acompanhar a questão.

Em entrevista concedida ao O POVO recentemente, o governador do Ceará, Camilo Santana, criticou o movimento de resistência da Petrobras Distribuidora. "A resistência é da Petrobras, mas vai ter que sair de qualquer jeito porque é uma decisão legal, é uma decisão que veio do Ministério Público. O que estamos fazendo agora é viabilizando o processo porque não adianta só exigir que eles saiam, sem criar condições para elas saírem", afirmou.

A estatal é autora de uma das duas ações interpostas na Justiça que suspendeu em fevereiro o edital de chamamento público lançado pela Cipp/SA a fim de escolher o parceiro privado para construção e operação de um novo parque no Pecém.

Há mais de 20 anos, ocorre o impasse sobre a permanência das empresas no Mucuripe. Para evitar riscos de acidentes, o parque de tancagem está limitado a armazenar entre 70 e 80 metros cúbicos (m³), quando tem a capacidade de 110 m³ de combustível. A medida encarece o produto, uma vez que os navios precisam esperar em alto-mar para descarregar.

Eólicas serão 2ª fonte de energia do País em 2019

Os ventos sopram forte para se transformarem na segunda maior fonte geradora de energia do Brasil já a partir do próximo ano, somente atrás da eletricidade que é retirada das turbinas de hidrelétricas. As usinas eólicas, que até meados de 2010 eram vistas como "experimentos" do setor elétrico, entraram de vez para a base de sustentação de abastecimento do País, e menos de uma década depois respondem por 8,5% da potência instalada em território nacional.

Nestes meses de agosto e setembro, período que já passou a ser conhecido como a "safra dos ventos", as usinas eólicas têm batido recordes. É quando a ventania ganha ainda mais força nas Regiões Nordeste e Sul do País, onde hoje giram 6,6 mil cataventos espalhados por 534 parques eólicos.

"Com a expansão de projetos já contratada, as eólicas devem ultrapassar a geração térmica e a biomassa em 2019 ou, no máximo em 2020", diz Elbia Gannoum, presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica).

Hoje, 64% do potencial elétrico nacional vem de turbinas de hidrelétricas. As usinas a biomassa representam fatia de 9,2%, mas as eólicas já são 8,5% da matriz e crescem a um ritmo superior a 20% ao ano, muito acima das demais fontes.

No dia a dia do consumo, porém, a presença dos ventos tem sido superior.

Para o governo, que há quatro anos não consegue licitar mais nenhuma grande hidrelétrica por causa do forte impacto ambiental desses empreendimentos - principalmente aqueles previstos para serem erguidos na Região Amazônica -, as fontes eólicas passaram a aliviar a pressão sobre o abastecimento e tornaram a geração menos dependente dos barramentos de rios.

"É importante entender, porém, que as fontes de energia não competem entre si, elas são complementares. As eólicas estão aí para provar isso. É uma oportunidade da qual o País não pode abrir mão", diz Eduardo Azevedo, secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia (MME).   


Entre Ciro e Lula, Camilo evita falar sobre campanha nacional

01:30 | 06/08/2018
CHAPA TEM Izolda Cela como vice de Camilo Mateus Dantas
CHAPA TEM Izolda Cela como vice de Camilo Mateus Dantas
 
Ladeado por fotografias de Luiz Inácio Lula da Silva e Ciro Gomes, o governador Camilo Santana (PT) oficializou sua candidatura à reeleição durante convenção conjunta do PT e do PDT na manhã de ontem. O petista evitou falar sobre qual candidato à Presidência da República terá seu apoio nas próximas eleições. Um dia depois de declarar voto a Eunício Oliveira (MDB), o senador também não foi mencionado pelo agora aliado petista.
 
"São vários os partidos. Cada um tem candidato. O PT tem o Lula e o PDT tem o Ciro. Vamos trabalhar de forma harmônica. O importante é que aqui foi a convenção de governador e de senador", esquivou-se Camilo.

Ele foi o único governador petista ausente da convenção nacional do PT, no último sábado, 4. O evento confirmou a candidatura do ex-presidente Lula à Presidência.

No dia, Camilo cumpriu agenda local, visitando convenções de partidos aliados, como o MDB, onde defendeu o nome de Eunício ao Senado, e o PCdoB, onde chegou a pedir a libertação de Lula. Ontem, o governador sequer citou o ex-presidente. Indagado pelo O POVO sobre a ausência de declarações sobre Lula, Camilo rebateu: "A convenção aqui é de governador. Não é de presidente".

O silêncio do governador sobre a questão nacional causou incômodo nos petistas. O presidente do PT Ceará, Moisés Braz, justificou o silêncio pelo fato de a convenção unir dois partidos com candidatos à Presidência, mas ainda assim mostrou-se desapontado. "É claro que eu esperava, não tenha a menor dúvida, que ele também tocasse no projeto nacional. O Lula é muito importante para a continuidade dessas eleições", disse.

Coordenador da campanha de Camilo, o secretário da Casa Civil, Nelson Martins, minimizou. "A coligação é PDT e PT. Nós vamos trabalhar os dois nomes sem nenhum problema. Qual o problema? Os dois partidos não estão coligados aqui? Quem for do PT que quiser apoiar o Lula, apoia; quem for do PDT que quiser apoiar o Ciro não tem nenhum problema".

Integrante da chapa, o ex-governador Cid Gomes, oficializado como candidato ao Senado pelo PDT, não compareceu ao evento em razão de uma enxaqueca, como justificou o governador. "O Cid passou até de madrugada construindo as coligações de deputado que ainda nem conseguiram resolver. Está complicado, mas nós vamos resolver", disse.

Em discurso de 18 minutos, Camilo fez espécie de balanço da gestão, ressaltando bons resultados na educação e nas finanças. Sobre segurança pública, o governador disse que o assunto dominará a campanha e sublinhou investimentos do Estado na área. "Não vamos resolver o problema da segurança pública com discurso oportunista, se aproveitando da situação difícil da população cearense", afirmou.
Dizendo que seu palanque será do "diálogo", ele respondeu as críticas da oposição. "Quero dar um recado: para cada ataque que vier do lado de lá, do ódio, desrespeitando a população com baixaria na política, sabe como é que vamos responder? Com mais trabalho para o povo do Ceará", continuou. (Colaborou Letícia Alves)

PT

Bastidores

LOTAÇÃO
O ginásio da Faculdade Ari de Sá, na avenida Heráclito Graça, local escolhido para sediar a convenção petista, não foi suficiente para comportar todos os presentes. Muitos tiveram de assistir ao evento do lado de fora.

SEM RESPOSTA

Na saída do evento, Camilo Santana foi questionado várias vezes sobre qual candidato à Presidência da República apoiaria. O governador respondeu apenas uma vez, dizendo: "Olha ali no painel", apontando para a faixa na recepção do evento que estampava a imagem de Lula e Ciro Gomes.

PRESENÇA

Com a indisposição de Cid e a ausência de Ciro, a única representante da família Ferreira Gomes presente na convenção foi Lia Gomes.

AUSÊNCIA

A deputada federal Luizianne Lins (PT) não compareceu à convenção. Segundo sua assessoria de imprensa, ela não foi "por discordar da decisão local de não concorrer ao Senado, além de ter discordância sobre as coligações às candidaturas proporcionais que estão em discussão".

PALANQUE

Questionada se acompanharia Camilo Santana no apoio a Eunício Oliveira ao Senado, a vice-governadora Izolda Cela limitou-se a dizer que seu compromisso é com Cid Gomes. "O PDT se compromete com o ex-governador Cid Gomes e esse é o meu compromisso, tanto da minha força partidária imediata como também pelo que ele representa, pela qualidade de homem público que ele é", resumiu.

Elogiado

Ausente, Cid Gomes recebeu elogios de Camilo. O petista o classificou como "o maior homem público da história do Ceará". "Não tenho dúvida que o Cid no Senado será muito importante para construir o projeto que está em curso no estado do Ceará", defendeu.

Saiu da lanterna

O jogador Juninho Quixada comemora gol do Ceará durante a partida contra o Paraná, válida pelo Campeonato Brasileiro 2018, no estádio Durival Britto e Silva, em Curitiba  JOKA MADRUGA/AE
O jogador Juninho Quixada comemora gol do Ceará durante a partida contra o Paraná, válida pelo Campeonato Brasileiro 2018, no estádio Durival Britto e Silva, em Curitiba JOKA MADRUGA/AE
Após 63 dias amargando a lanterna da Série A, o Ceará deixou a última posição da tabela ontem à tarde, em Curitiba-PR. Em confronto direto, o Alvinegro venceu o Paraná por 1 a 0 e quebrou o tabu de nunca ter triunfado na casa do rival paranista. Com a vitória, o clube do Porangabuçu subiu uma colocação - agora é o 19º com 14 pontos -, empurrou o Tricolor da Vila para 20º, que estacionou nos 13, e encostou no primeiro time fora da zona de rebaixamento, a Chapecoense com 18.

O gol da vitória do Vovô saiu dos pés de Juninho Quixadá, antes mesmo do ponteiro marcar 20 minutos de partida. O meia-atacante tem sido fundamental na reação alvinegra. O atleta, que foi destaque na campanha do Ferroviário na Série D, estreou com a camisa alvinegra na rodada passada, diante do Fluminense. Desde então, o Ceará conseguiu emplacar pela primeira vez duas vitórias seguidas no torneio.

Bater o Paraná em pleno Durival Britto não foi tarefa fácil. O time alvinegro precisou se entregar taticamente para segurar a pressão dos donos da casa e sair com a vitória. A proposta montada por Lisca era deixar o adversário propor a partida e apostar em contragolpes. E, claro, marcar incansavelmente.

O Ceará sofreu, mas teve Éverson em uma tarde inspirada. O goleiro foi responsável por parar com defesas as principais oportunidades de gol do clube da Vila Capanema. Os homens de frente do Paraná: Rafael Grampola, Silvinho, Nadson e Rodolfo até que tentaram, porém não venceram a disputa com a muralha alvinegra. Maicossuel, que estreou ao entrar no 2º tempo, deu trabalho a zaga cearense, entretanto também ficou só no quase para balançar as redes a favor dos paranaenses.

Vale destacar o trabalho de recomposição do trio ofensivo do Ceará: Leandro Carvalho, Juninho Quixadá e Cardona, que recuavam na marcação e dificultavam as infiltrações do Paraná. Richardson, Eduardo Brock e Fabinho improvisado na lateral-direita foram bem no sistema defensivo.

Quando teve a chance de chegar ao ataque, o Vovô foi eficaz.

Nos 45 minutos finais, o Ceará recuou ainda mais com a postura ofensiva do Paraná em busca do empate. Para renovar as tentativas de contragolpes, Lisca lançou a campo Calyson, Felipe Azevedo e Reina e sacou Juninho Quixadá, Leandro Carvalho e Cardona, que acabaram cansando. O panorama da partida não mudou muito, mas o placar seguiu inalterado até os 49 minutos do 2º tempo, quando o árbitro Grazianni Maciel apitou o fim do confronto e selou a vitória cearense.

O goleiro Éverson deixou o campo como o melhor da partida. Os números do jogo evidenciam a participação decisiva do camisa 01 do Ceará. Em 21 finalizações do Paraná, sete foram na direção do gol - todas paradas com defesas do arqueiro alvinegro.

Os próximos dois compromissos do Ceará serão decisivos e podem tirar o clube da zona. O Vovô enfrenta o Atlético-PR e Santos, que brigam contra a degola, em sequência, nos dias 8 e 11, no PV.

Lula indica Haddad para vice na disputa à Presidência

Gleisi Hoffmann e Fernando Haddad visitam o presidente Lula na sede da PF em Curitiba na quinta-feira, 17. (Foto: Ricardo Stuckert)
Em carta à executiva nacional do PT, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou Fernando Haddad para a vice na chapa que disputa as eleições presidenciais deste ano.
Preso em Curitiba há quatro meses na Operação Lava Jato, Lula deve ser impedido de concorrer pela Justiça Eleitoral, cujo prazo-limite para impugnação de candidatos é 15 de agosto, último dia para homologação dos postulantes.
Nessa hipótese, mantido o atual cenário, o ex-prefeito de São Paulo assumiria a cabeça da chapa. O PT, então, abriria a vaga de vice para um aliado, provavelmente a deputada estadual Manuela d’Ávila (RS), do PCdoB, que foi oficializada como presidenciável no último fim de semana.
Em entrevista ao O POVO, o deputado federal José Guimarães (PT) confirmou a indicação de Haddad para companheiro de chapa de Lula e disse que, a partir de agora, “a ideia é construir uma aliança nacional em torno de PT, PCdoB e Pros”. Segundo o parlamentar cearense, “Haddad é o nome que é a cara do Lula e é marcado pelo extraordinário desempenho no Ministério da Educação”.
O PT foi pressionado a apontar o vice ainda na noite deste domingo para evitar embaraços com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cuja jurisprudência não é totalmente clara a respeito do calendário para apresentação da chapa completa.
Internamente, parte dos ministros da Corte considera que a data final para o preenchimento do posto seria até o encerramento do período de convenções partidárias.
Ainda na noite de sexta-feira, ao deixar a carceragem da Polícia Federal, onde Lula é mantido desde 7 de abril, a presidente do partido, senadora Gleisi Hoffmann,  afirmou que a legenda não decidiria sobre o vice neste domingo.
A parlamentar, que havia se reunido com o petista por duas horas, chegou a dizer que o presidenciável Ciro Gomes (PDT) seria um bom nome para desempenhar a função.
Ex-prefeito da capital paulista derrotado em 2016 ainda no primeiro turno pelo tucano João Doria, Fernando Haddad é coordenador do programa de governo do PT na briga pela Presidência. Advogado, ele também integra a equipe de defensores de Lula, que pode visitá-lo diariamente.
Com o veto quase certo à participação do ex-presidente como candidato, Haddad, apresentado como plano “B” da legenda, se converte no principal nome do partido nas eleições. É ele, por exemplo, que vai participar das sabatinas e debates políticos na TV, rádio e internet.
Para José Guimarães, a partir de agora “Haddad deixa de ser Haddad” e passa a ser Lula. “Ele é a expressão do Lula. E fará um grande trabalho à frente da vice”, disse.
Questionado se o PT deve convidar Manuela d’Ávila oficialmente para integrar a chapa, o deputado desconversou. “Isso está sendo discutido ainda. Os partidos (PCdoB e PT) estão conversando.”
Sem vice ainda, a candidatura do PT à Presidência foi homologada no último sábado, em São Paulo.

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Papa Francisco inclui no catecismo oposição firme à pena de morte

O papa Francisco adotou uma medida histórica ao modificar o catecismo da Igreja Católica para declarar "inadmissível" a pena de morte e incluir um compromisso de lutar contra esse tipo de punição em todo mundo. 

"A Igreja ensina, à luz do Evangelho, que a pena de morte é inadmissível, porque atenta contra a inviolabilidade e a dignidade da pessoa, e se compromete com determinação com sua abolição em todo mundo", afirmou o pontífice em uma audiência ontem.

Assim, a Igreja elimina a legitimação da pena de morte com a modificação do catecismo, livro que contém a explicação da doutrina da Igreja Católica e que, até 1992, não excluía a pena capital em casos extremos. O novo texto explica que "durante muito tempo o recurso à pena de morte por parte da autoridade legítima, depois do devido processo, foi considerado uma resposta apropriada à gravidade de alguns delitos e um meio admissível, embora extremo, para tutela do bem comum".

Ontem também foi divulgado que Francisco manifestou preocupação com a situação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está preso. A informação é do ex-chanceler brasileiro Celso Amorim, que esteve com o papa. "O Santo Padre nos ouviu, fez perguntas e mostrou muito interesse", disse. Nas redes sociais, a equipe de Lula divulgou uma imagem em que reproduz mensagem escrita pelo pontífice no livro A verdade vencerá, que reúne entrevistas do ex-presidente a jornalistas e foi entregue pela comitiva de Amorim a Francisco. "A Luiz Inácio Lula da Silva, com a minha bênção, pedindo-lhe para orar para mim. Francisco.", diz o texto. 


Coligação PSDB-Pros acusa MDB de fraude em pesquisa

A coligação PSDB-Pros entrou com representação eleitoral contra o senador Eunício Oliveira por pesquisa feita pelo MDB nacional, que, segundo a acusação, teria sido fraudulenta e paga com dinheiro público.

Maia Filho, advogado do PSDB, disse que o General Theophilo candidato tucano ao Governo do Estado não está na pesquisa de intenção de voto encomendada pelo MDB pois foi pesquisado "Guilherme Teófilo". Além disso, cita, Eunício e Cid Gomes (PDT) foram colocados no início do formulário usado em toda a pesquisa, substituindo o sistema randômico ou aleatório, respaldado pela estatística elementar.

Na representação também consta que a pesquisa foi feita com recurso público do fundo partidário, pela empresa IFT.com Editoração Eletrônica Ltda pertencente à cunhada do presidente do Senado, Patrícia Rodrigues Paes de Andrade. A acusação afirma que "os danos irreparáveis à candidatura exigem a desqualificação do promovido (Eunício) para participar da disputa eleitoral".

A coligação pede à Justiça a cassação do registro de Eunício, além de pagamento de multa e divulgação do caráter fraudulento da pesquisa. E requer a intimação da Procuradoria Geral da República (PGR) para que requisite a instauração de inquérito na Polícia Federal para apuração do alegado crime.

Em nota, a assessoria de imprensa de Eunício diz que a acusação é "totalmente infundada" e a ação é "decorrente do clima de pré-campanha eleitoral". Ressaltando que "o diretório estadual do MDB não foi notificado", a nota afirma que a pesquisa "atendeu a todas as exigências legais". "A contestação que o PSDB faz ao certame, alegando ser necessário explicitar a patente do general Guilherme Theophilo, é vazia: o pré-nome do general é Guilherme, da forma como o pré-candidato do PSDB também é conhecido", alega.

Preço alto puxa consumo da gasolina para baixo no Ceará

O cearense reduziu o consumo de gasolina no primeiro semestre de 2018. Números da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), apontam que a queda foi de 4,1% se comparado a igual período do ano passado. Foram 26 milhões de litros do combustível a menos de janeiro a junho. No entanto, considerando apenas a série histórica de junho, o padrão de consumo é equiparável ao de 2014. O preço alto é uma das razões do recuo.

"Os preços empregados nos meses de maio e junho, em meio ao movimento grevista dos caminhoneiros, fizeram com que a população reagisse à alta", destaca Bruno Iughetti, especialista em petróleo e gás. A escassez de gasolina nos postos obrigou os usuários de automóveis com motorização flex a optar pelo etanol. O resultado foi a elevação de 34,5% no consumo deste combustível.

"As pessoas migraram para o etanol, resultando na carência de disponibilidade de produto", acrescenta. Pelos cálculos da ANP, em junho, foram consumidos 16,7 milhões de litros de etanol. Em 2017, em igual período, o índice chegou a 9,2 milhões de litros.

Apesar de a gasolina ter perdido força, ela segue um padrão mensal de 100 milhões de litros desde 2014. "Ainda é difícil prever se teremos uma inversão volumétrica no curto prazo. Mas seguramente o etanol também atingirá um ponto de equilíbrio", explica o especialista.

Os postos de combustíveis também sentem os efeitos da redução do consumo. O POVO conversou com gerentes e proprietários de alguns estabelecimentos de Fortaleza e constatou que a greve dos caminhoneiros, ainda no primeiro semestre, fez com que o proprietário de veículos repensasse sobre o uso do automóvel. "Tivemos uma redução de fluxo de clientes na faixa de 30%. Esse movimento vem antes do começo das férias", disse a gerente de um posto localizado na avenida Barão de Studart.

Um proprietário de estabelecimento na avenida Virgílio Távora disse que o combustível fóssil é o mais adquirido, mas a procura pelo etanol subiu quase 35%. "As pessoas buscam alternativas ao consumo. E o etanol é uma delas", ressalta.

Nas famílias, calcula-se se vale substituir a gasolina pelo etanol. No caso, o preço é R$ 0,60 ou R$ 0,70 centavos mais baixo - dependendo do estabelecimento em Fortaleza. Antônio José, assessor econômico do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Ceará (Sindipostos-CE), explica que essa margem não é tão compensatória para o cliente.

"Para que o valor seja interessante, a diferença entre os combustíveis deve ser de R$ 1. Encontrar etanol a menos de R$ 3,50 no Ceará é difícil. Só Mato Grosso do Sul, Goiás e São Paulo praticam preços inferiores a esse valor", detalha. "O etanol consome 30% mais que a gasolina. O ideal é cada consumidor fazer o teste no seu veículo e diagnosticar se compensa mudar a gasolina para o etanol", complementa.

Os consumidores divergem se trocar a gasolina pelo etanol compensa. A autônoma Kelly Sousa explica que não. "O álcool tem um rendimento muito menor, pois queima mais rápido que a gasolina. Por mais que o preço esteja melhor para o cliente, não tenho interesse em mudar", afirma.

Já o motorista Edson França diz que o etanol é a alternativa mais aceitável. Ele trafega entre 200 e 300 quilômetros por dia. "Escolhi abastecer com etanol justamente por causa do preço, além de ser um combustível que agride menos e também auxilia na limpeza do automóvel".

Diesel O consumo de diesel no Ceará se manteve inalterado nos meses de janeiro a junho de 2018 no comparativo com igual período do ano passado. A alta foi de apenas 0,4%. Ao todo, foram consumidos 86 milhões de litros, três milhões a mais que o registrado em 2017.

BRASIL

Panorama

Gasolina mais barata em agosto?
A Petrobras reduziu hoje o preço da gasolina em 1,1% nas refinarias do País, com preços praticados a R$ 1,9465. Para Bruno Iughetti, especialista em petróleo e gás, os valores podem cair ainda mais. "Há espaço para maiores reduções. Avalio que nas próximas semanas teremos preços mais em conta ao consumidor. Precisamos também acompanhar os mercados nacional e internacional", explica.

Redução nos preços dos combustíveisDois meses depois do término da greve dos caminhoneiros, os preços dos combustíveis está reduzindo aos poucos no País. Levantamento da empresa ValeCard mostrou que enquanto o mês de junho apresentou uma oscilação de 149,5% no valor do litro da gasolina comum, a variação caiu para 138% em julho. Durante o mês de julho foram registrados valores que iam de R$ 3,90 a R$ 9,28 nos postos pesquisados pela marca no Brasil. A pesquisa também mostrou que a variação de preço do etanol e do diesel comuns também diminuiu. O etanol comum pôde ser encontrado de R$ 2,20 a R$ 5, o que representa uma diferença de 127,3% - diferente dos 206,7% registrados em junho. No caso do diesel, foi possível encontrar entre R$ 2,74 a R$ 5,10, o que representa uma variação de 86% - também mais baixa que os 128,6% do mês anterior.

Candidatura em Pernambuco e resistência em Minas ameaçam acordo entre PT e PSB

Por ampla maioria dos votos (230 a 20), a executiva estadual do PT em Pernambuco aprovou, na noite de ontem, a candidatura da vereadora Marília Arraes ao Governo do Estado. O resultado contraria decisão da Executiva Nacional do PT, que, durante reunião na última quarta-feira, 1º, deliberou pela retirada da postulação petista no Estado como parte de um acerto com o PSB.

A decisão estabeleceu a neutralidade do PSB na eleição presidencial - o que na prática isolou o candidato do PDT, Ciro Gomes. Pelo trato, o PT retiraria a candidatura de Marília e apoiaria a reeleição do governador Paulo Câmara (PSB). Em troca, ex-prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda (PSB) desistiria de tentar o Governo de Minas Gerais e o PSB declararia apoio à reeleição do governador Fernando Pimentel (PT).

Contudo, Câmara também resiste em abandonar a candidatura. A resistência de Marília e Câmara ameaça acordo nacional das siglas.

A vereadora petista, neta do ex-governador Miguel Arraes, disse que "será candidata ao Governo de Pernambuco" e que isso não configura um posicionamento "subversivo" nem afronta à hierarquia do partido.

"Pernambuco vai ter uma governadora do PT sim. Estamos aqui para decidir o futuro de Pernambuco depois de mais de um ano de construção. Nós respeitamos os pensamentos divergentes, mas é preciso respeitar também o desejo das bases do PT e do povo pernambucano", afirmou ela antes do encontro que deliberou pela manutenção da candidatura.

Marília criticou o PSB, a quem chamou de "falsa esquerda". "Não adianta mais tentar unir a esquerda por meio de chantagem. É o que o PSB está fazendo. O PSB chantageia o PT", afirmou. No discurso, ela lembrou que a sigla liberou seus deputados para votar a favor do impeachment de Dilma Rousseff (PT), em 2016.

Hoje, a decisão do PT em Pernambuco vai ser submetida ao Diretório Nacional da sigla, mesmo dia em que o partido avalia recurso apresentado por dirigentes petistas contra o acordo com o PSB.

Segundo pesquisas de intenção de voto mais recentes em Pernambuco, Marília está em situação de empate técnico com o atual governador Paulo Câmara (PSB), que concorre à reeleição. Vice-presidente nacional do PSB, Câmara foi um dos principais articuladores do acerto com PT.

Em Curitiba, após visitar o ex-presidente Lula, a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann enfrentou protestos de militantes do PT de Pernambuco. "É claro que é ruim para a gente, do ponto de vista regional e de Pernambuco, abrir mão de uma candidatura como a de Marília, mas temos um projeto nacional e, desde o início, os companheiros de Pernambuco sabiam dessa nossa movimentação e conversação", disse Gleisi.
com agências