quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

VIOLÊNCIA Polícia investiga se incêndio a ônibus tem relação com morte de jovem em troca de tiros com PM

A Polícia Civil investiga se a morte de um adolescente de 16 anos na madrugada desta terça-feira, 6, tem relação com umincêndio a ônibus que ocorreu no fim desta manhã, na comunidade da Babilônia, no bairro Barroso, em Fortaleza. O coletivo foi abordado por um grupo armado, que mandou os passageiros descerem e em seguida obrigou o motorista a levar o veículo até a rua onde o veículo foi incendiado.
Conforme a nota divulgada pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), o grupo fugiu após atear fogo no ônibus na rua 11. A Polícia Civil investiga se esse incêndio ao coletivo tem relação com uma troca de tiros entre policiais militares e um grupo armado, na rua Estrada do Itaperi. Emerson Alves Feitosa, de 16 anos, foi morto na troca de tiros na madrugada desta terça. 

Na ação, dois adolescentes foram lesionados a bala e dois revólveres apreendidos. Emerson possuía três atos infracionais na Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA), por roubo. 

Reforço após o incêndio
Policiais do Batalhão de Policiamento de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (BPRaio) e do Comando Tático Motorizado (Cotam) da Polícia Militar do Ceará (PMCE) foram destacados para o policiamento no local. Ninguém foi preso. 

Os feridos foram encaminhados para unidades de saúde, onde seguem internados. Outros dois suspeitos de participarem do tiroteio fugiram.
Redação O POVO Online

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Ceará conhece seus adversários nas rodadas do Brasileiro

O Ceará já sabia que teria vida complicada na Série A do Campeonato Brasileiro, mas o que os alvinegros não esperavam era que o início seria logo de cara com quatro pedreiras. Ontem, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou a tabela base do 1º turno do Brasileirão, com ordem dos confrontos, e o Vovô vai enfrentar quatro campeões brasileiros logo nas primeiras rodadas.
Santos (fora), São Paulo (casa), Flamengo (casa) e Corinthians (fora) serão os oponentes do Alvinegro nas quatro rodadas iniciais do certame. Quatro dos maiores clubes do País, eles somam, juntos, nada menos que oito Mundiais Interclubes, oito Libertadores da América, 25 Campeonatos Brasileiros e sete Copas do Brasil.
“Vai ser assim o campeonato todo. Não vai ter nenhum time que vai jogar contra o Ceará que não vai ter méritos por estar na Série A, são todos times de elite. Vamos ter que encarar todos e fazer nossa parte para tentar os objetivos”, disse o presidente Robinson de Castro, em entrevista ao programa Trem Bala, da Rádio O POVO/CBN.
As datas, horários e locais exatos de cada jogo serão definidos posteriormente. Porém, a estreia será em 14, 15 ou 16 de abril.
No primeiro turno, o Vovô fará ao todo dez jogos como mandante e nove como visitante, incluindo a 19ª rodada, que encerra o turno, contra o Vasco, no Rio de Janeiro. No segundo turno, será exatamente o oposto, com dez jogos longe da capital cearense e nove com o apoio de seu torcedor. A última rodada, contra o cruz-maltino, será em casa.
Além da divulgação da tabela do Brasileirão, ontem foi realizada na CBF também reunião do Conselho Técnico da competição, que contou com representantes dos 20 clubes da Série A. Nela ficou definido o veto à utilização da arbitragem de vídeo.
O placar foi de 12 a 7 contra o VAR, além de uma abstenção. O Ceará foi um dos clubes que votaram contra o mecanismo.
“Fomos contrários em face de os gastos terem que ser assumidos pelos clubes. Um custo em torno de R$ 50 mil por jogo. Por isso nosso posicionamento foi esse (contrário), até porque temos o menor orçamento da competição”, justificou Robinson de Castro.
A CBF queria que os clubes arcassem com os gastos da implantação da tecnologia, estimados em R$ 20 milhões para os 380 jogos da Série A. Média de R$ 52.631 por partida. O VAR seria utilizado em lances duvidosos, como os que envolvessem gols, pênaltis, cartões vermelhos e identificação de atletas.

TIME PG J V
1º Fortaleza 12 6 4
2º Ferroviário 11 6 3
3º Floresta 11 6 3
4º Iguatu 11 6 3
5º Ceará 10 6 3
6º Uniclinic 7 5 2
7º Horizonte 7 6 2
8º Guarani-J 6 5 2
9º Tiradentes 5 6 1
10º Maranguape 1 6 0
Classificados para segunda fase
Rebaixados para série B

Maia discute com governadores criação de fundo de pensão

01:30 | 06/02/2018
GOVERNO TEMER iniciou ontem campanha em defesa da reforma da Previdência MARCELO CAMARGO/ AGÊNCIA BRASIL
GOVERNO TEMER iniciou ontem campanha em defesa da reforma da Previdência MARCELO CAMARGO/ AGÊNCIA BRASIL
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reuniu-se ontem com dez governadores para discutir uma maneira de instituir um novo fundo para “suportar” o rombo previdenciário nos estados. A ideia é criar um sistema sustentável e a longo prazo de Previdência para o funcionalismo, que englobe os servidores mais antigos.

Rodrigo Maia também prometeu aos governadores fazer avançar o projeto que permite aos gestores “vender” parte da dívida dos estados, chamada de securitização. Os dois projetos seriam votados como um pacote, no mesmo dia da Previdência, prevista para ser apreciada no próximo dia 19.
As propostas foram apresentadas com o objetivo de atrair os governadores para o centro da articulação em torno da reforma da Previdência. A sugestão foi feita com a contrapartida de que os governadores peçam votos pela aprovação da Previdência nas suas bancadas no Congresso. O acordo foi proposto aos Executivos de Acre, Alagoas, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Sergipe, Santa Catarina, Piauí e Tocantins em reunião na residência oficial de Maia. Dez governadores estiverem presentes, apenas Sergipe mandou um representante no lugar do governador Jackson Barreto (MDB). O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), não esteve no encontro, nem contou com representante.

Procurado pelo O POVO, o titular da Secretaria Estadual do Planejamento e Gestão (Seplag), Maia Júnior, afirmou que estava em reunião e não quis falar sobre Previdência.

O presidente da Câmara levou ao encontro três economistas para apresentar a nova proposta aos governadores. Entre os especialistas, Raul Velloso, que propôs a criação de um fundo de pensão padrão para os servidores dos estados. Como argumento, Velloso defende que as dívidas previdenciárias das regiões alcançaram R$ 280 bilhões em 2017.

Na prática, haverá a instituição de um fundo de pensão padrão para os servidores seria - a exemplo da criação da Previ (dos funcionários do Banco do Brasil) e Petros (da Petrobras). A ideia é que o funcionário público contribua com o sistema e os estados entrem com uma contrapartida. Inicialmente, o tema seria apreciado via projeto de lei, uma vez que não seria necessário mudar a Constituição.

“Fazendo isso você tira essa despesa do Orçamento e ela passa a ser cuidada por um fundo que é entidade parafiscal, não é mais público. O fundo vai receber contribuições das pessoas, mas, a partir do momento que você coloca tudo lá, a gestão passa a ser compartilhada entre empregados e empregador”, detalhou.

A proposta agradou aos governadores e seria apresentada por meio de Projeto de Lei Complementar. Os termos do projeto serão definidos. Após a reunião, o governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori (MDB), afirmou que os governadores vão preparar o terreno para defender os direitos dos estados junto com a União.

“Todos sabem que os Estados têm dificuldades. Só o Rio Grande do Sul tem um déficit de R$ 10,5 bilhões neste ano que passou”, afirmou.
com agências de notícias



CAMPANHA NACIONALO governo iniciou nova campanha publicitária ontem, com o objetivo de convencer a sociedade sobre a importância de reformar a Previdência RÁDIO, TV E JORNAISA propaganda adota tom mais contundente e diz que, se não houver mudanças nas regras de aposentado-ria, o País vai quebrar.MÍNIMO DE VOTOS308 votos favoráveis são necessários para aprovação da reforma. Número de votos contabi-lizados por base do Governo é questionado. 

Eunício propõe reforma na segurança pública

01:30 | 06/02/2018
O PRESIDENTE do Congresso propôs união dos três Poderes para garantir melhorias ao setor WILSON DIAS/ AGÊNCIA BRASIL
O PRESIDENTE do Congresso propôs união dos três Poderes para garantir melhorias ao setor WILSON DIAS/ AGÊNCIA BRASIL
O presidente do Congresso e do Senado, o cearense Eunício Oliveira (MDB), fez discurso ontem focado na segurança pública, durante abertura do ano parlamentar. Ele propôs a união entre os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário para realizar o que chamou de reforma da segurança pública.

A proposta é feita, após o Ceará registrar dois massacres no último mês de janeiro. Chacina deixou 14 mortos no bairro Cajazeiras, no último dia 27, em Fortaleza. Dois dias depois, dez presos foram assassinados na Cadeia Pública de Itapajé. “É imperativo estabelecer um confronto com a violência, com a insegurança pública. É imperioso transformar 2018 no ano do sistema unificado de segurança pública”, declarou Eunício.
 
Na avaliação dele, um novo sistema unificado permitirá mais agilidade em processos, aprimoramento na troca de informações entre agentes e órgãos públicos e desenvolvimento de instrumentos de fiscalização, investigação e repressão mais modernos e essenciais para combater a nova configuração da criminalidade.

Ao todo, foram apresentadas por ele nove medidas urgentes para o tema (ver quadro ao lado). O senador destacou o novo Código Penal e a nova lei de execuções penais como prioridades na pauta do Congresso.

Na lista apresentada por Eunício, está também a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que reorganiza as forças policiais da União e dos Estados, bem como dá prerrogativas às guardas municipais. Está previsto ainda discutir e votar propostas que vetam o contingenciamento de recursos na área da segurança pública.Em ano eleitoral, o tema deve ganhar força nos próximos meses. Além de Eunício, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também é de um estado que passa por crise na área, com aumento nos índices de criminalidade. Enquanto Maia articula uma eventual candidatura à Presidência, Eunício vai tentar a reeleição como senador pelo Ceará.

Já de olho no pleito eleitoral, os dois devem levantar a bandeira de que é necessário aprovar um plano de melhorias para o setor. Em mensagem enviada ao Congresso, o presidente Michel Temer (MDB) também destacou questões da segurança pública como prioridade. No texto, o emedebista afirmou que é “imprescindível” prover segurança para os cidadãos.

No último dia 30 de janeiro, em Brasília, o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), reuniu-se com Eunício e Temer, em Brasília, para definir série de ações de combate ao crime organizado e à violência no Estado. Entre os resultados do encontro, está a construção de pelo menos duas unidades penitenciárias regionais ainda em 2018, para possibilitar o fechamento de 132 cadeias públicas.

Camilo também solicitou ao presidente R$ 50 milhões para a construção do Centro Integrado de Inteligência do Ceará. O pedido está em andamento, pois o recurso depende de liberação de recursos que precisa passar por votação no Congresso.
com agências

ARACATI Grupo armado explode carro-forte e rouba malotes de dinheiro

Um grupo armado explodiu um carro-forte em Cacimba Funda, localidade de Aracati, a 148 km de Fortaleza. Conforme informações repassadas por policial militar, por volta de 17 horas desta segunda-feira, 5, os homens começaram a seguir o veículo com dinheiro em dois carros.
Eles usaram um veículo modelo Amarok, de cor branca, para interceptar a viagem. Em seguida, roubaram os malotes e explodiram o carro-forte
Ainda de acordo com o relato do agente da 2ª Cia do 1º Batalhão de Policiamento Militar (PM), não há informações de feridos. Os criminosos fugiram e, para escapar, incendiaram o veículo usado na abordagem. Além da PM, as polícias rodoviárias estadual e federal fazem buscas em localidades do município e em cidades vizinhas para identificar os responsáveis pela ação.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

18 mil fiéis participam do 29º Queremos Deus no estádio Presidente Vargas

01:30 | 05/02/2018
ADORAÇÃO ao Santíssimo Sacramento fez parte do evento com padre Marcelo Rossi MAURI MELO
ADORAÇÃO ao Santíssimo Sacramento fez parte do evento com padre Marcelo Rossi MAURI MELO
A fé levou milhares de fiéis ao estádio Presidente Vargas na tarde de ontem, 4, para participar da 29ª edição do Queremos Deus, que tinha como tema “Sal da terra e luz do mundo”. De manhã, católicos também promoveram um passeio de bicicleta em Fortaleza para divulgar o Renascer, que acontece no Carnaval.
O coordenador do Queremos Deus, Paulo Mindêllo, se considera feliz com a multidão que compareceu ao evento. Foram 18 mil pessoas, de acordo com a organização. "Nós achamos que é um público bom e receptivo porque o povo de Fortaleza é de muita fé", afirma. 
Com momentos de pregação, terço, adoração e louvor, a programação contou com a participação inédita do padre Marcelo Rossi. Além de missa presidida pelo arcebispo dom José Antônio Aparecido Tosi. 
A contadora Cleonice Bento, 30, foi ao evento para louvar a Deus, rezar por familiares e amigos e divulgar o grupo Augustinus. “Eu também vim agradecer pela minha saúde de corpo e espírito”, conta. Um encontro diferente com Deus para fortalecimento da fé foi o que motivou a professora Meysse Mara, 27, a participar da celebração. “Vejo como a fé é capaz de mover as pessoas, de levá-las a um lugar comum para encontrar a Deus”, relata. De manhã, cerca de 130 pessoas da Comunidade Católica Shalom participaram de uma pedalada para divulgar o Retiro de Carnaval Renascer. Para José Mateus, um dos organizadores, a ação marca o envolvimento da comunidade na acolhida de novos fiéis.
O estudante Gabriel Barbosa, 17, chegou cedo para a pedalada de 18 km. “É uma forma diferente de tentar evangelizar”, acredita o jovem. 
O médico pediatra Wagner Dantas, 43, no Shalom há 20 anos, participou do passeio ciclístico com a esposa e os quatro filhos. “Vim com a família para mostrar que é possível ter um Carnaval em Deus. Ensinando que existe uma opção positiva e feliz”, comentou. Sua esposa, Luciana Dantas, 43, dona de casa, fez parte do percurso a pé, empurrando o carrinho duplo que levava os filhos José, de 4 anos, e Emanuel, de 7 anos.

Reforma da Previdência: batalha recomeça hoje na Câmara Federal

01:30 | 05/02/2018
OPOSIÇÃO diverge sobre levantamento do Governo e adota discurso da radicalização MARCELO CAMARGO/ AGÊNCIA BRASIL
OPOSIÇÃO diverge sobre levantamento do Governo e adota discurso da radicalização MARCELO CAMARGO/ AGÊNCIA BRASIL
O ano legislativo de 2018 no Congresso Nacional tem início hoje. Durante o recesso, porém, a batalha em torno da reforma da Previdência manteve as agendas parlamentares movimentadas. Após fazer os cálculos, o Governo Federal lança hoje a campanha “Nova Reforma da Previdência: Se não votar, o Brasil quebra”. O objetivo é convencer as bases eleitorais dos deputados de que a medida é necessária, criando um ambiente favorável para a votação e aprovação das alterações nas regras de aposentadoria. Enquanto isso, a oposição promete uma radicalização no discurso contra a reforma e a realização de paralisações pelo País, afastando a possibilidade de que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016 avance para o Senado. O cenário é impulsionado por uma guerra de números e estatísticas que variam conforme o interesse dos interlocutores. O mínimo de votos favoráveis necessários para aprovação é de 308 parlamentares. Em entrevista ao O POVO, o vice-líder do governo, deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), calcula que estejam faltando cerca de 60 votos para que a proposta seja votada e aprovada. “Temos 260 votos, um pouco menos, um pouco mais. Precisamos enfrentar com 320, para botar em votação, votar com segurança. Teremos 15 dias pela frente muito intensos”, prevê.
Perondi garante que a nova campanha lançada “valendo” hoje, abrangendo TV, rádio, jornais, outdoors e redes sociais, terá o feito que os governistas esperam. “A nova campanha é melhor que a última, lançada em dezembro, e que já reverteu a rejeição. Segundo a pesquisa do Ibope, contratada pelo Governo, 56% dos brasileiros são favoráveis à reforma. Em dezembro, a rejeição caiu 30%. Se a sociedade começar a perceber isso, quando chegar na base, o deputado vai dizer ‘opa, se for assim, dá pra votar”, detalha. Já o líder da oposição, deputado José Guimarães (PT-CE), prometeu uma “radicalização” no enfrentamento à proposta de reforma, sobretudo nos três primeiros dias de sessão no Congresso. Ele acusa o governo de mentir sobre a contabilidade de votos. 
“Eles não têm os 270 ou 260 votos que dizem. Não têm nem 250. Estão blefando. E eu duvido que deputado vá votar nessa que é a principal marca negativa desse governo e que atinge toda a base. Vamos radicalizar o enfrentamento lá dentro e evitar a aprovação dessa PEC”, declarou Guimarães. 
O deputado afirma que já estão agendadas reuniões com as bancadas do PT na Câmara Federal e no Senado, além de encontros com os partidos da oposição e líderes de centrais sindicais. Eles articulam uma paralisação no próximo dia 19 de fevereiro, data prevista para a reforma ser levada à votação na Câmara. 
Conforme o cearense, a atuação também terá como objetivo barrar a privatização da Eletrobrás. “Só no governo Temer alguém pode dizer que energia, gás e petróleo não são setores estratégicos da economia”, criticou. O projeto de lei que propõe um corte de R$ 18,2 bilhões no orçamento público para este ano também é alvo de críticas. Segundo ele, setores fundamentais serão afetados. 
“Vão cortar mais na área pública, como saúde e educação, e não há perspectiva de recurso para a segurança pública, programas sociais e salário mínimo. Vão acabar de afundar e destruir todo o sistema de segurança alimentar e social montado nos últimos anos”, completou. 
Além da reforma da Previdência e da privatização da Eletrobrás, outro tema com foco na recuperação econômica do País que deve entrar no radar do Congresso é a simplificação do sistema tributário. 

GOVERNO
REUNIÃO COM TEMER PALÁCIO DO JABURU 
O presidente Michel Temer se reuniu ontem, no Palácio do Jaburu, com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o relator da reforma da Previdência, deputado Arthur Maia (PPS-BA). EXPECTATIVA DO GOVERNO 
“A ideia é aprovar o projeto como está hoje. Este é o ideal. Agora, estamos entrando na semana onde se começa a decidir de forma mais objetiva sobre os pontos de resistência. Vamos ver o que é possível fazer para termos uma reforma da Previdência que, de um lado, preserve uma maior equidade entre todos os brasileiros e, por outro, preserve a capacidade do Estado de garantir as aposentadorias no futuro”, declarou Meirelles, após reunião.   

308 votos são necessários para aprovar a reforma da Previdência na Câmara dos Deputados 
56% dos brasileiros são favoráveis à reforma segundo pesquisa Ibope encomendada pelo Governo Federal
19 de fevereiro é a data prevista para o texto começar a ser apreciado na Câmara Federal 

A festa e o limite da exposição

01:30 | 05/02/2018
É SAUDÁVEL registrar os momentos de alegria, mas é preciso obervar limites
É SAUDÁVEL registrar os momentos de alegria, mas é preciso obervar limites
O que acontece em Vegas, fica em Vegas”. O ditado popular que sugere reserva para as excentricidades que acontecem na cidade norteamericana, famosa por seus cassinos e extravagâncias, já não é mais garantia em tempos de redes sociais. E por aqui, abaixo da Linha do Equador, é preciso estar ainda atento durante o Carnaval. A exposição digital espreita a fantasia.
 
A decisão de postar um stories (postagens do Instagram que saem do ar em 24 horas), uma foto no Facebook ou mandar uma foto no grupo do whatsapp demanda, ou deveria demandar, de acordo com especialistas, maior cuidado. Em tempos de conteúdos que viralizam cada vez mais rápido e de visibilidade instantânea, é preciso avaliar o que se divulga sobre si mesmo e sobre os outros.  
A Web não esquece. Para Mariana Ruggeri, professora de Comunicação e Marketing Digital, esse é um dos fatores que mais preocupam com relação ao “poder da Web”. “Tudo fica registrado, catalogado, e você pode utilizar um mecanismo de busca para encontrar aquele fato, foto ou vídeo que você daria tudo para esquecer”, explica, citando ainda o compartilhamento “viral” de conteúdos na internet. “Uma imagem vale mais do que mil palavras. Não adianta, uma foto ou um vídeo vai valer muito mais do que um textão no Facebook. As pessoas todas vão ver aquele conteúdo, um fragmento do todo que aconteceu, e vão julgar. E não espere um julgamento positivo”, defende.  
Para Aluísio Ferreira Lima, doutor em Psicologia Social, há uma ideia popular que o que se faz no Carnaval é quase um “acordo implícito”. “Uma convenção de que o Carnaval é um momento onde tudo é permitido e de que tudo o que acontece nesse período deve ficar lançado ao esquecimento”, descreve.  
“Acontece que, devido às transformações ocorridas em nossa sociedade, que fazem com que alguns autores hoje a descrevam como a ‘sociedade dos algoritmos’, torna-se cada vez mais difícil passar pelo Carnaval de forma anônima e praticamente impossível esquecer o que se fez. O modo espetacularizado de existência, onde o uso dos smartphones servem para registrar todos os instantes vividos pelos sujeitos e para postar em redes sociais, torna toda e qualquer participação uma possibilidade de registro de nossos comportamentos, sobretudo, em eventos públicos, o que significa ser fotografado e filmado em tempo real, por si ou por outros que estão participando do mesmo evento”, elabora.
 
Uma dica para evitar constrangimentos sem deixar de tirar fotos dos momentos de alegria, segundo Mariana Ruggeri, é fazer os registros no início da festa. “Seja a voz consciente do teu grupo de amigos, não permita que alguém se exponha ou que exponha alguém. Faça as fotos no começo da festa, com a make linda, o look perfeito, o grupo de amigos sóbrios, a pose bem feita, depois guarda o celular no bolso e aproveita a festa, com moderação”, orienta. Mariana resume: “o limite é não faça com os outros o que você não gostaria que fizessem com você”.  
“No que se refere aos limites das brincadeiras é importante lembrar que, apesar de o Carnaval ser um momento onde muitas das convenções sociais são suspensas, isso não significa ausência ou suspensão dos nossos acordos sociais. O Carnaval continua não sendo espaço para homofobia, racismo, machismo, violência contra a mulher (principalmente sexual). Qualquer ‘brincadeira’ que se configure como a expressão de alguma violência contra o outro deve ser colocada como fora de cogitação”, alerta Aluísio. 

Combate às facções

Autoestima baixa e falta do sentimento de pertencimento nos assentamentos precários de Fortaleza, onde facções criminosas modificaram o cotidiano, são apontadas como pontos de partida de uma discussão sobre qual o caminho a ser percorrido para se ter de volta a cidade e a paz pública. Quem instiga é um articulador social acostumado a cruzar as comunidades do Grande Jangurussu, uma área atravessada pelo tráfico de drogas.

Boa parte dos personagens dessa reportagem, iniciada no último sábado com a Chacina de 14 pessoas no bairro Cajazeiras, continuará invisível. Não por gosto ou escolha, mas por segurança, vez que estão em constante deslocamento nos territórios de risco onde desenvolvem trabalhos sociais. 
Elevada autoestima, me responde o agente social, tem também a ver com o lugar onde se mora. “Pergunte a qualquer morador do Babilônia ou do Gereba se há algum equipamento no bairro (Barroso II) que lhe dê orgulho? A resposta, quase certa, será negativa”, constata nosso interlocutor. Na opinião dele, isso funcionaria como blindagem social à instalação do tráfico e, hoje, do fenômeno das facções. A rotina ali, quando se passa para o espaço público, deveria ser “abraçada pelo prazer de se estar na rua”. Não é assim que os dias correm, diz o agente comunitário ouvido pelo O POVO. Diferente do miolo abastado de Fortaleza, onde as pessoas se “orgulham das praças adotadas, de um Centro Dragão do Mar, ou têm prazer com a Praia de Iracema redescoberta para se nadar, fazer esporte, ou apenas para os encontros. No Gereba, o que se tem?”, pergunta. O ponto de vista do articulador social do Grande Jangurussu é semelhante ao de um agente de cultura do bairro Curió. Lugar também marcado por uma chacina com 11 executados. Crime que teria sido praticado 44 policiais militares denunciados pelo Ministério Público do Ceará.  
O jovem, que teve de desistir da pintura do cabelo loiro para não ser confundido com integrantes do Comando Vermelho, aponta que em seu bairro “fora a escola pública há apenas os campos de futebol como espaço coletivo de convivência. Nem todo mundo gosta de futebol. E aí, o que há de oferta para outras pessoas?”, observa. A sorte e uma estrutura mínima de família, conta o jovem, o transformou em exceção entre os contemporâneos de infância. Boa parte deles engrossou o tráfico e perdeu a vida. A porta que se abriu para ele, num bairro sem perspectivas de transformação para os moradores, veio de um projeto da Secretaria da Cultura do Estado, financiado pelo Fundo Estadual de Combate à Pobreza (Fecop). O adolescente virou agente de Cultura e se profissionalizou na produção de arte. “O Estado não entendeu que a saída não é com a polícia nem com o Ceará Pacífico. Qual o jovem vai querer se engajar e defender um modelo que ele não construiu? E em vez de incentivar o que se produz na periferia, criminaliza. Como foi o caso dos sarais realizados pelos coletivos e que Estado e Prefeitura quiseram estabelecer regras e horários para limitá-los. A gente quer ser ouvido antes ”, questiona. 
Há pelo menos dois problemas que, atualmente, criam obstáculos na relação com o Estado. Eles não rejeitam os programas e projetos do poder público. Porém reforçam a necessidade de protagonismo das comunidades na concepção e execução dessas ações. Nesse cenário atual de domínio das facções, argumentam, por exemplo, a impossibilidade de aproximação com projetos oficiais e mesmo com os agentes de segurança. Qualquer movimento nesse sentido pode ser interpretado como “colaboração”, o que os tornam alvo das ameaças das facções. 
Um educador social do bairro São Cristóvão aponta que o “cuidado com as crianças e os pedaços de família seria o grande mote para a transformação da situação de violência e o futuro da periferia de Fortaleza”. Há quatro anos, ele iniciou um trabalho em um dos campos de futebol da comunidade com financiamento do projeto Diaconia – que reúne 11 igrejas evangélicas. O problema é que este ano não haverá mais recurso. “Acabou o dinheiro”, diz.  
O futebol, explica o educador social, é uma das portas de entrada para se trabalhar cultura de paz, homofobia, violência contra a mulher, alcoolismo e outras questões identificadas pelo agente comunitário no cotidiano das crianças e adolescentes. O educador social do São Cristóvão lida, principalmente, com filhos de pais presos e que não possuem o registro de nascimento.  
Atualmente, são 20 meninos e meninas. “É muito pouco diante do tamanho do problema. Mas é o que tem”. Para ele, faltam prioridades e estratégias do Estado e Prefeitura para a área social nas zonas pobres ou miseráveis. Nos locais mais carentes, constata, estão as piores ruas, a iluminação mais precária, o pior transporte público e as piores calçadas. “Tudo isso gera mais desigualdade, delinquência, descuido, revolta e comportamento não coletivo”, afirma.  
Mas, segundo o educador, “falta, principalmente, o envolvimento da sociedade civil. Parece que o problema não é também de quem ganha milhões com a Fortaleza e o Estado. Ou se senta todo mundo para uma repactuação social ou teremos, daqui a pouco, os cartéis da droga e da morte definindo, mais ainda, qual tipo de Cidade eles querem”, avalia. 

PM SOZINHA
A Polícia Militar retomou as comunidades do Babilônia e do Gereba, no Grande Jangurussu. Antes, dominadas pelas facções.   


PLÁCIDO RIOS. Promotor, atual procurador Geral de Justiça do Ceará

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Governo criará programa para incentivar instalação de resorts no Ceará

A Secretaria de Turismo do Estado quer incentivar a construção de resorts no interior do Estado, principalmente no litoral. Arialdo Pinho, titular da pasta, fala em lançar, até julho, programa de incentivos para instalação desses empreendimentos. Está preparando um pacote com regras especificas. Deverá ser oferecido terreno à iniciativa privada para exploração da atividade, enquanto ela existir. O programa também deve ter isenções fiscais e formais e simplificação de licenças ambientais para construção.
O diretor da CVC, Clayton Armelim, comentou sobre um resort Boa Vista, em Camocim, fechado há mais de oito anos. “O secretário disse que vai tentar junto com os proprietários viabilizar a reabertura desse empreendimento”, afirma.